Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Sessão especial debate situação crítica na Palestina

Foto: Kamyla Passos

publicidade

A realidade da Palestina com destaque para a situação de genocídio, de violência e de fome foi tema de debate em sessão especial realizada na Assembleia Legislativa (Ales) na noite de quinta-feira (11). O evento foi articulado, por meio da deputada Iriny Lopes (PT), pelo Comitê Capixabas pela Palestina, e destacou a necessidade de uma resposta global para os conflitos violentos na região.

O jornalista do Opera Mundi, Breno Altman, e o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil, Ualid Hussein Ali Mohd Rabah, foram os convidados principais do evento, que teve como tema “Palestina Livre: História, Cultura e Perspectiva”.

“Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a situação em questão não é recente, mas perdura por mais de 100 anos. Neste momento, na Faixa de Gaza, presenciamos o primeiro genocídio televisionado da história, e, em termos proporcionais, o mais mortífero de todos os tempos, superando os números da Segunda Guerra Mundial. Registramos também a maior matança de mulheres da história, a maior matança de jornalistas, e o maior lançamento de carga explosiva da história”, disse Ualid Rabah.

Fome

Para Rabah existe uma tentativa clara de exterminar, por meio da fome, a população da Palestina. “O genocídio em Gaza atingiu proporções inimagináveis culminando na sua parte mais obscena: a primeira tentativa de eliminar toda uma população por meio da fome induzida. Já são quase 500 pessoas que morreram nas últimas semanas em decorrência da fome, sendo 154 crianças. Além disso, quase 3 mil pessoas foram baleadas nas filas de distribuição de alimentos, e quase 20 mil ficaram feridas nessas mesmas filas. Isso jamais ocorreu na história da humanidade”, explicou.

Leia Também:  Municipalização da Rodovia Norte Sul avança

O jornalista Breno Altman falou sobre a necessidade urgente de uma resposta global à situação crítica. “É imperativo que haja uma resposta global a essa situação. O governo israelense não pode permanecer impune. A máquina de guerra israelense deve ser confrontada pela comunidade internacional, que precisa se manifestar contra o genocídio e os crimes cometidos por Israel”, disse o jornalista.

Conflitos históricos

A Palestina está localizada no Oriente Médio e é um território marcado por conflitos históricos e complexos. Geograficamente, é um território dividido em duas áreas distintas pela Faixa de Gaza. Um dos marcos importantes dessa história aconteceu em 1947, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a partilha do território em dois Estados, com a criação de Israel em 1948. A Palestina é reconhecida como um país por 144 dos 193 estados-membros da ONU, inclusive o Brasil. Apesar das fronteiras terem sido estabelecidas na época, o território se manteve conflituoso e violento, com uma expansão progressiva do território israelense.

Na história mais recente, a organização política e militar de resistência palestina Hamas lançou um ataque a Gaza em outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas. O ataque desencadeou uma ofensiva militar israelense. Segundo a ONU, a ofensiva israelense já causou a morte de mais de 72 mil civis palestinos, sendo 18 mil crianças. Atualmente, mais de 500 mil pessoas estão em situação de fome extrema.

Altman acrescentou que o debate no parlamento capixaba faz parte de uma série de ações que buscam mobilizar a opinião pública. “A atividade da Assembleia Legislativa do Espírito Santo integra um conjunto de ações que devem ser replicadas globalmente, visando mobilizar a opinião pública internacional para que países, inclusive o Brasil, adotem medidas concretas contra o Estado de Israel, como boicotes e sanções, a fim de forçar o país a cessar as ações de violência que assolam a Faixa de Gaza há dois anos”, acrescentou.

Leia Também:  Assembleia recebe estudantes de Curso de Residência em Jornalismo

Comitê capixaba

O Comitê Capixabas pela Palestina reúne professores, universitários, jornalistas, entre outros segmentos. Grupos semelhantes foram criados em diversas capitais do Brasil e em outros países como uma resposta à situação descrita como genocídio ao povo palestino.

A sessão especial fez parte de uma programação mais ampla, que também inclui exposições e mesas de debate sobre o tema. Participaram do evento o professor Rafael Cláudio Simões, idealizador do comitê; o médico Vitor Buaiz, que já foi governador do Espírito Santo e prefeito de Vitória; o ex-deputado estadual Perly Cipriano; e o representante do Comitê Capixaba de Solidariedade à Palestina, Alan Peterson da Silva Siquara.

A deputada Iriny Lopes (PT) encerrou a sessão especial falando de solidariedade internacional. “Nós estamos falando da soberania de um país. Há mais de 40 anos os palestinos recebem ataques sistemáticos de Israel, e com apoio dos Estados Unidos e de outros países. Nós estamos assistindo a esse genocídio. Não podemos concordar e cruzar os braços diante de tanta violência e instabilidade enquanto o caminho é a negociação e paz”, encerrou a parlamentar.

Fonte: POLÍTICA ES

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade