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Arranjos Produtivos entrega palmáceas e mudas de bambu em Ibiraçu

Foto: Luan Antunes

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Um total de 6.135 mudas de palmáceas, a maior parte pupunha, e mais 230 mudas de bambu da variedade guadua. Essa foi a primeira entrega oficial dentro do projeto Arranjos Produtivos para o município de Ibiraçu, nesta terça-feira (2). O evento reuniu agricultores familiares da cidade e autoridades municipais nas dependências do Mosteiro Zen Morro da Vargem e contou com as presenças do presidente da Assembleia Legislativa (Ales), Marcelo Santos (União) e do deputado estadual Hudson Leal (Agir).

Marcelo Santos ressaltou que o projeto chegou a Ibiraçu e já encontrou a postura “visionária” das lideranças do complexo budista em buscar possibilidades para o desenvolvimento social e econômico da cidade. O presidente também reforçou a principal entrega do Arranjos Produtivos, a informação. “Nós levamos primeiro conhecimento que é o que nossos técnicos levam da porteira pra dentro (…). Discutindo com o homem e a mulher do campo, principalmente da agricultura familiar, que é 75% da nossa agricultura”, frisou.

O deputado Hudson Leal também destacou a dimensão técnica da iniciativa para uma área crucial ao desenvolvimento do estado, que é a agricultura familiar.

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Um antigo entusiasta do uso do bambu, o abade Daiju Bitti explicou a variedade e suas potencialidades. De origem amazônica, é rica em fibra, diferente das variedades mais conhecidas pela sociedade brasileira, que são “amido puro”.

O líder comparou o tipo guadua com madeira de lei e assegurou que o uso do bambu ainda irá “substituir a madeira e o ferro” em estruturas e construções. Ele explicou que a variedade ainda tem o potencial do broto ser comestível.

Diversificação de culturas

A aposta no bambu incentivada pelo mosteiro no município não é nova, mas somente com a chegada do Arranjos Produtivos a cultura ganha melhor espaço. Alguns poucos produtores têm seus pequenos canteiros desde 2018. É o caso do agricultor Angelo Zandona, que agora em 2026 recebeu 600 mudas de pupunha e 1 de bambu. “Eu acho que as duas, tanto uma como a outra cultura, são sim boas apostas. É uma novidade, a turma ainda precisa acreditar, mas no futuro vai ser uma coisa muito boa”.

Morador na comunidade Santo Antônio, Zandona trabalha com café, cacau, banana, e tanques de peixe. “Tem que diversificar as coisas, e uma coisa que leva a outra. Ficar na roça com uma cultura só ninguém vive, porque o café, o preço já esteve bom e hoje não está muito”, afirmou.

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Fonte: POLÍTICA ES

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