O presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa (Ales), Delegado Danilo Bahiense (PL), fez um pronunciamento destacando a Operação Lucas 3:14, que investiga uma organização criminosa acusada de cometer crimes de homicídio e pistolagem no Espírito Santo e em Minas Gerais. A fala ocorreu durante sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (2) no Plenário Dirceu Cardoso.
Conduzida pela Polícia Civil (PCES), a operação ocorreu hoje em conjunto com o Ministério Público estadual (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco); e apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da PCES; do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar (Notaer); e da Corregedoria da Polícia Militar (PMES).
“As investigações apontam para atuação de organização criminosa envolvida em crimes de extrema gravidade, incluindo, homicídios, pistolagem, destruição de provas, além de outros delitos que afrontam diretamente a ordem pública e o estado democrático de direito. A notícia do envolvimento de agentes públicos entre os investigados causa indignação e exige uma resposta firme das instituições. Não há espaço para corporativismo quando se trata de combater a criminalidade”, afirmou o parlamentar.
Ele citou que 56 agentes da segurança pública atuaram na operação, entre policiais civis e militares, e cumpriram 10 mandados de prisão, além de 12 de busca e apreensão. “Ocorreu o cumprimento simultâneo de diligências nos municípios de Ibatiba, Iúna e Castelo, além de Mutum, em Minas Gerais. Foram presas oito pessoas, sendo quatro policiais militares. Houve apreensão de diversas armas de fogo. Um avanço significativo na coleta de elementos probatórios relacionados aos fatos investigados”, exaltou.
Bahiense deixou claro que os policiais envolvidos com crimes não representam a maioria dos profissionais da segurança do Estado e que a Comissão de Segurança da Ales vai acompanhar os desdobramentos da operação. “É uma operação muito importante, que chegou a essas pessoas infiltradas na segurança pública do Espírito Santo, que fazem parte dessa organização criminosa”, concluiu.
Fonte: POLÍTICA ES






































