Estudantes do Instituto Gênesis assistiram, nesta terça-feira (2), à palestra com o tema “Mudanças Climáticas Globais: o que esperar de um planeta mais quente?”. A iniciativa da Assembleia Legislativa (Ales) é alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, e foi organizada pela Comissão Parlamentar Interestadual de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (Cipe Rio Doce).
Thiago Teixeira Costa, biólogo e doutorando em Biodiversidade Vegetal na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), destacou a importância do tema para os jovens:
“São eles que no futuro vão comandar as ações relacionadas às mudanças climáticas globais. Como eu expliquei na palestra, toda a produção de alguma coisa tem um impacto global. Se eles saem daqui sabendo os impactos que o consumo deles causa, eles conseguem ter atitudes mais positivas na hora de escolher o que consumir, o que usar e o que curtir em uma rede social.”
A cultura da ostentação também foi motivo de alerta para os estudantes. “Tem coisas que a gente precisa consumir. Tem coisas que são ostentação. Se a gente começa a dar muito valor às coisas que são ostentação – como múltiplos cordões de ouro, diamantes, carros de luxo, iates de bilhões de dólares – a gente favorece o processo de mudanças climáticas globais porque eles consomem muita energia, liberam muitos gases do efeito estufa na atmosfera e não são sustentáveis no longo prazo”, destacou Thiago Teixeira Costa.
O biólogo adiantou ainda os efeitos do super El Niño somados às consequências das mudanças climáticas no Espírito Santo para os próximos anos. “O super El Niño é um evento climático natural. Ele não tem a ver com as mudanças climáticas, mas é potencializado por elas. É um evento de aquecimento das águas do Oceano Pacífico que muda a dinâmica atmosférica e muda o que é esperado para os climas das regiões do Brasil e do mundo. Aqui no Espírito Santo, o que é esperado é uma seca severa. Acho que vamos ter repercussões nada positivas nesse sentido.”
Outro tópico apresentado na palestra foi o conceito de desigualdade climática. “Ela fala sobre quem mais polui e sobre quem mais sofre os efeitos das mudanças climáticas globais. Seis por cento das pessoas mais ricas do mundo emitem 50% dos gases do efeito estufa. Mas na hora de experimentar as consequências disso, a população mais pobre é a mais prejudicada”, ponderou Thiago Teixeira Costa.
No final da palestra, os estudantes receberam mudas de espécies nativas cedidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
Fonte: POLÍTICA ES







































