Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Presidente do ES em Ação fala sobre papel da Ales para equilíbrio do Estado

Fernando Saliba em entrevista ao jornalista José Caldas da Costa, da TV Ales / Foto: Nicole Contão

publicidade

Um resgate de quase dois séculos da história e da cultura capixabas. Assim resumiu o presidente do ES em Ação, Fernando Peixoto Saliba, a exposição 190 Caminhos da Cidadania, da Assembleia Legislativa (Ales). O representante da organização empresarial visitou a mostra nesta terça-feira (30) e ressaltou a contribuição dos Poderes constituídos para o equilíbrio e estabilidade do Estado.

O dirigente da organização empresarial considerou primoroso o trabalho apresentado na exposição. “É notável o detalhamento com que os historiadores retrataram o nosso passado e a trajetória da Assembleia Legislativa. Estamos diante de um registro que abrange desde o período imperial até os tempos democráticos atuais”.

Para Saliba, o Espírito Santo retratado na exposição 190 Caminhos da Cidadania tem um futuro consolidado como importante hub logístico, com portos, aeroportos, ferrovias e rodovias conectadas com o mundo, aliado a um potencial turístico crescente e a uma sociedade organizada.

“O caminho trilhado é muito positivo, mas precisamos de vigilância constante. As instituições devem permanecer fortes para assegurar um ambiente de negócios ético e transparente. O crime organizado não deixa de existir, mas perde espaço à medida que atuamos com coerência e cooperação. Tenho convicção de que caminhamos para um futuro ainda melhor”, disse.

Para o presidente do ES em Ação, a construção de um Estado forte exige que os Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — atuem com independência, equilíbrio e colaboração. “O objetivo final deve ser sempre o bem-estar da sociedade como um todo, garantindo instituições robustas e um protagonismo compartilhado. No Espírito Santo da transparência, a Assembleia dá o seu exemplo de transparência e democracia, contribuindo para o equilíbrio republicano entre os três Poderes”, acentuou.

Leia Também:  Ales inicia reconstrução pós-crise da década de 1990

“É uma gestão com um traço fundamental, do diálogo, da abertura para que entidades, as pessoas e a sociedade como um todo encontrem nessa Casa do Povo seu espaço para dialogar e debater, ainda que em temas que muitas vezes não são convergentes, mas isso é a democracia. Essa gestão contribui com o Espírito Santo de uma forma isenta e participativa, como deve ser o Legislativo. Isso é fundamental para o crescimento de um Estado, com relação aberta, transparente e diálogo”, avaliou Saliba.

ES em Ação

O Espírito Santo em Ação foi criado no início deste século por um grupo de 16 líderes empresariais para dar ao Estado suporte da sociedade organizada visando à superação da crise institucional, política e de governo que o Espírito Santo vivia.

“Ao longo de sua história, o Espírito Santo viveu momentos de protagonismo, mas também enfrentou crises severas, inclusive com a infiltração do crime organizado nas instituições. Foi nesse contexto de crise ética, no final dos anos 90 e início dos anos 2000, que nasceu o Espírito Santo em Ação”, lembrou Fernando Saliba. Junto a outras organizações, o ES em Ação ajudou a mudar a realidade e a posicionar o Espírito Santo como estado referência em gestão e indicadores sociais.

Com a mudança de quadro, o ES em Ação continua contribuindo em diversas frentes, segundo Saliba. “Trouxemos a metodologia da Escola de Tempo Integral, uma experiência observada em Pernambuco que, adaptada à nossa realidade, permitiu ao Espírito Santo alcançar posições de destaque no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Além disso, desde 2006, atuamos em parceria com o governo do Estado no planejamento estratégico, passando pelo ES 2025, pelo ES 2030 e, mais recentemente, pelo Plano ES 500 Anos”.

Leia Também:  Projeto de lei incentiva instalação de bicicletários

A criação e participação do ES em Ação no desenvolvimento capixaba reproduz outros momentos em que os empresários também fizeram-se presentes, através de suas instituições, conforme observa o cientista político João Gualberto Vasconcelos, integrante da equipe que resgatou os 190 anos de história da Assembleia e sua importância para o desenvolvimento capixaba.

“O Espírito Santo tem dezenas de instituições com esse perfil, o de representar os empreendedores com um olhar no avanço social e outro no futuro econômico. Elas têm se organizado para lutar em comum pela qualidade de nosso espaço econômico e social. Foi assim nos primeiros anos do século XXI, quando nossas instituições estiveram ameaçadas pela corrupção e falta de cuidado com as causas e as políticas públicas. É importante que todos os atores envolvidos no mundo empresarial estejam juntos, defendendo pautas que falem dos avanços que temos conseguido”, disse João Gualberto.

Fonte: POLÍTICA ES

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade