A tradicional Festa de Corpus Christi, realizada no distrito de Paraju, Domingos Martins, agora é oficialmente patrimônio cultural imaterial do Espírito Santo. A Lei 12.847, publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (3), é de autoria do deputado estadual Marcelo Santos (União) e foi sancionada pelo governador Ricardo Ferraço (MDB), consolidando uma demanda histórica da comunidade pelo reconhecimento oficial de uma das manifestações religiosas mais tradicionais do Estado.
Antes mesmo da apresentação da proposta, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, se reuniu com integrantes da comunidade de Paraju na sede da Ales para ouvir lideranças locais, representantes religiosos e organizadores da festa. O encontro serviu para reunir informações e fortalecer a construção da proposta legislativa, que também contou com uma nota técnica elaborada com participação direta da comunidade e coordenação da Paróquia do Santíssimo Sacramento.
“O reconhecimento é uma conquista para o município, às vésperas da Festa de Corpus Christi, e atende a um movimento construído ao longo dos últimos anos por moradores, lideranças religiosas, voluntários e organizadores que buscavam preservar e valorizar uma tradição mantida há mais de um século pelas famílias da comunidade”, comemorou Marcelo .
Realizada desde 1910, a festa chega neste ano à marca de 116 anos e mobiliza praticamente toda a população do distrito na preparação dos tradicionais tapetes coloridos confeccionados artesanalmente nas ruas. Famílias inteiras, grupos religiosos, crianças, jovens e idosos participam da montagem dos desenhos produzidos com serragem colorida, flores, areia, pó de café e outros materiais.
As celebrações acontecem entre os dias 4 e 7 de junho, tendo como ponto alto esta quinta-feira (4), Dia de Corpus Christi, quando milhares de visitantes de diversas regiões do Espírito Santo e até de outros estados seguem para Paraju para acompanhar a tradicional procissão sobre os tapetes ornamentais, além das missas, apresentações culturais e programação religiosa.
Além do aspecto religioso, a festa se consolidou como importante ativo turístico e econômico, movimentando comércio, gastronomia, hospedagem e o turismo religioso.
“O reconhecimento estadual busca justamente assegurar a preservação dessa tradição para as próximas gerações e fortalecer a identidade cultural capixaba”, ressaltou Marcelo Santos.
Fonte: POLÍTICA ES








































