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Ecovias Capixaba apresenta intervenções previstas na BR-101

Deputado Gandini disse que comissão vai acompanhar de perto prazos do novo contrato / Foto: Paula Ferreira

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A Ecovias Capixaba, concessionária responsável pelo trecho da BR-101 que atravessa o Espírito Santo, apresentou à Comissão Especial de Fiscalização da BR-101, BR-262 e Rodovias da Assembleia Legislativa (Ales) alguns detalhes das obras previstas na repactuação do contrato celebrado em setembro com a União. A reunião foi realizada nesta quarta-feira (1º), no Plenário Rui Barbosa da Ales.

Fotos da reunião

O presidente da comissão especial, deputado Gandini (PSD), considerou muito importante a presença do representante da concessionária para que os deputados possam entender e fazer um acompanhamento mais de perto do andamento das obras.

“Agora nós temos prazos claros, com os três primeiros anos sendo feitos grandes trechos de duplicação. Vamos acompanhar passo a passo para não deixar acontecer o que aconteceu com o outro contrato”, garantiu Gandini.

Também participaram da reunião o supervisor do Escritório de Fiscalização da Infraestrutura Rodoviária de Vitória da ANTT, Alexandre e Silva Presto; o superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Espírito Santo (PRF-ES), Wemerson Mario Pestana; e o vereador de Linhares Evelson Lima (Podemos).

Licenciamento ambiental

O diretor-presidente da Ecovias detalhou a complementação da duplicação da rodovia no trecho sul do estado, com previsão de construção de passarelas, postos de parada para caminhoneiros e outras obras já apresentadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em reunião anterior da comissão especial.

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Roberto Amorim Júnior esclareceu que algumas dessas ações dependem de finalização de projetos e ainda carecem de licenciamento ambiental os trechos após João Neiva: os dois contornos em Ibiraçu (três quilômetros de extensão) e Fundão (11 quilômetros), cuja conclusão das obras está prevista para quatro anos.

Já o contorno de Linhares, se realizado, estenderá o contrato de repactuação por mais cinco anos, para que a concessionária possa arrecadar o investimento realizado não previsto no contrato. A obra seria realizada no prazo de oito anos.

Duplicação do trecho norte

A duplicação do trecho norte da BR-101 não está incluída no novo contrato. Segundo Amorim Júnior explicou, devido ao “desafio que a gente tem na reserva de Sooretama”. Ele complementou a necessidade de trabalhar junto ao ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade] e ao Ibama “para encontrar uma solução para os 25 quilômetros da reserva”.

Para o diretor-presidente da Ecovias, não é possível duplicar o trecho norte da rodovia porque causaria um estrangulamento na via que atravessa a reserva, provocando, inclusive, aumento do tráfego e das mortes por atropelamento dos animais da reserva.

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“O aumento de volume de veículos aumentaria o volume de atropelamento da fauna e a degradação do meio ambiente, principalmente na reserva. Não é possível a gente avançar com essa duplicação sem ter uma solução para o desafogo de Sooretama”, justificou.

Como solução, está prevista a construção de cerca de 40 quilômetros de terceiras faixas em alguns trechos do norte da rodovia para facilitar a ultrapassagem, amenizando a falta da via duplicada.

Insegurança

Evelson Lima reivindicou a solução para o acesso e saída com segurança do distrito de Bebedouro, ao norte do município, depois do Rio Doce. Segundo o vereador, o distrito passa por crescimento industrial, aumento populacional e circulação de veículos e pessoas.

A resposta do representante da Ecovias Capixaba é de que é preciso mais informações técnicas para apresentar algum projeto de solução do tráfego no local. Foi proposto visitas técnicas conjuntas dos representantes do município, da comissão especial e da concessionária.

Fonte: POLÍTICA ES

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