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Defesa ambiental: Operação Nacional Mata Atlântica em Pé 2025 começa nesta terça-feira (09)

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A operação é coordenada pelo Ministério Público Estadual e demais órgãos fiscalizadores e visa impedir a prática ilegal de desmatamento em terras capixabas

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente (CAOA), em parceria com órgãos de fiscalização ambiental, iniciou nesta terça-feira (09/09) a Operação Nacional Mata Atlântica em Pé 2025. A operação ocorrerá entre os dias 9 e 19 de setembro e terá como foco, nesta edição, o município de Linhares.

A Operação tem como missão identificar as áreas de Mata Atlântica desmatadas ilegalmente nos últimos anos, cessar os ilícitos e responsabilizar os infratores nas esferas administrativa, civil e criminal, além de coibir o desmatamento ilegal no Espírito Santo.

Ao lado do MPES, também participam da ação a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA); o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf); o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema); o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); a Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH); além do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar – ES (Notaer) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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Após a conclusão da Operação, o Ministério Público e os demais órgãos de fiscalização ambiental apresentarão os resultados em uma coletiva de imprensa no dia 26 de setembro, na Procuradoria-Geral de Justiça, sede do MPES, em Vitória.

Esta já é a oitava edição da Operação Nacional Mata Atlântica em Pé, que segue alcançando resultados significativos. Em 2024, a ação aconteceu em seis municípios do Espírito Santo, totalizando 142 áreas fiscalizadas e R$ 2.915.212,05 em multas aplicadas.

A Dirigente do CAOA do MPES, Promotora de Justiça Bruna Legora de Paula Fernandes, que esteve presente na deflagração da operação deste ano, destacou a importância da atividade.

“Linhares tem o histórico da cabruca, que é um sistema muito tradicional para produção do cacau, no qual é cultivado sob a sombra das árvores nativas da Mata Atlântica. Mas, infelizmente, há grandes focos de desmatamento. Nossa missão é demonstrar que é possível aliar sustentabilidade com a agricultura e com demais atividades econômicas que fazem exploração do meio ambiente”, refletiu a Promotora de Justiça.

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Por sua vez, o Promotor de Justiça Helder Magevski de Amorim destacou que o bioma Mata Atlântica é um dos mais importantes do Brasil, porém um dos mais degradados.

A coordenação nacional dos trabalhos é feita, conjuntamente, pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Fonte: MINISTÉRIO PÚBLICO ES

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