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Relatório aponta ações da Ales em direitos humanos

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A defesa dos direitos humanos em todo o Espírito Santo. Essa foi uma das bases da atuação da comissão temática da Assembleia Legislativa (Ales) que atua na área ao longo de 2023. O colegiado realizou uma série de atividades dentro e fora da sede do Legislativo estadual. Todas essas ações estão consubstanciadas num relatório elaborado pela equipe da comissão.

Confira o relatório na íntegra

De acordo com a presidente da comissão, deputada Camila Valadão (Psol), o documento é uma espécie de prestação de contas à população capixaba sobre o trabalho dos parlamentares. Ela ressalta que o colegiado tem o compromisso de promover políticas e ações que visem à garantia dos direitos fundamentais de todas as pessoas no Estado. 

“Em tempos de avanço do conservadorismo, de tantos ataques aos direitos e às diferentes formas de ser e de viver, a comissão assumiu desafios e tratou de temas sensíveis e complexos da agenda dos Direitos Humanos, buscando dar visibilidade e voz às pautas e aos segmentos historicamente negligenciados ou violados”, destacou.


Caravanas

Uma das iniciativas da comissão foi a organização da Caravana dos Direitos Humanos. A finalidade é fomentar o debate e ampliar as ações e o alcance do colegiado no interior capixaba. Nesse primeiro ano ocorreu nos municípios de Conceição da Barra, Cachoeiro de Itapemirim e Guarapari.

Foram realizadas audiências públicas e visitas técnicas nesses locais, sempre buscando um processo de escuta ativa sobre as principais violações de direitos humanos e demais necessidades nos diversos territórios capixabas. A ideia é identificar demandas para fortalecer as políticas públicas na área. 

Nas caravanas são convidados a participar das atividades integrantes de conselhos e secretarias municipais, serviços e equipamentos públicos, parlamentares, instituições de ensino, conselho tutelar, entidades, associações e demais instituições da sociedade civil, movimentos sociais e lideranças locais.

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Visitas e diligências

Os parlamentares e a equipe do colegiado fizeram um total de 18 visitas técnicas. Entre os lugares visitados, a aldeia Pataxó, em Itaúnas, e o assentamento do MST Fidel Castro, ambos em Conceição da Barra; o Centro de Referência da Juventude, em Cachoeiro de Itapemirim; o Escritório Social da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), em Vitória; e a ocupação Vila Esperança, em Vila Velha.

Outras quatro diligências foram realizadas pela comissão, três delas acompanhando a Comissão de Soluções Fundiárias do Tribunal Regional Federal 2ª Região (TRF2). As visitas aconteceram em ocupações em Cariacica, Fundão e Conceição da Barra. A quarta diligência ocorreu no Território do Bem, Itararé, Vitória.

Reuniões

Também foram organizadas 11 reuniões ordinárias, debatendo variados temas como apoio a pessoas albinas, saúde mental dos agentes da segurança pública, inclusão das pessoas surdas na sociedade, as demandas da Polícia Técnico-Científica e os conflitos fundiários no Espírito Santo.

O colegiado ainda promoveu 16 reuniões extraordinárias, sendo 15 delas na forma de audiência pública. Entre os assuntos abordados estiveram o combate à LGBTFOBIA, ao racismo e ao extermínio da juventude negra; luta antimanicomial; violência contra as pessoas idosas; direitos das mulheres; entraves para a efetivação da Lei Maria da Penha; e o massacre ocorrido nas escolas de Aracruz em 2022 e a segurança nas unidades escolares capixabas.


Proposições

Dezessete projetos foram analisados nas reuniões da comissão. Alguns dos aprovados foram o Projeto de Lei (PL) 148/2023, de Iriny Lopes (PT), que cria um Programa de Prevenção à Violência Contra a Mulher nos Transportes Remunerados Privados Individuais de Passageiros no Estado; e o PL 303/2023, de Lucas Polese (PL), que permite acesso das pessoas do espectro autista ou com deficiência aos ambientes de uso coletivo acompanhadas de cão de assistência.

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Solenidades

Quatro sessões solenes foram feitas ao longo do ano. Uma delas exaltou as mulheres que fizeram história no Estado, quando houve a entrega da Medalha da Ordem do Legislativo Maria Ortiz. Outra teve como foco a eliminação do racismo, quando alguns homenageados receberam a Comenda do Mérito Legislativo Zacimba Gaba. Essa sessão foi realizada dentro da I Jornada Antirracista, que contou com ampla programação dentro da Casa para debater o tema.

Aqueles que defendem os direitos humanos também foram celebrados com uma solenidade. Na oportunidade, foi concedida a alguns presentes a Medalha Ewerton Montenegro. Por fim, aconteceu uma sessão para comemorar os 174 anos da Insurreição do Queimado, com a entrega da Medalha Chico Prego.

Composição

Além da presidente Camila Valadão, são membros efetivos da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos a vice-presidente Iriny, e os deputados Polese, Capitão Assumção (ambos do PL) e João Coser (PT). O colegiado tem por atribuição defender os direitos individuais e coletivos, prevenir suas possíveis violações, além de promover e incentivar as minorias e os setores sociais discriminados, entre outras.

As reuniões são realizadas quinzenalmente às terças-feiras, às 11 horas, no Plenário Deputada Judih Leão Castello Ribeiro. Quem quiser entrar em contato com a comissão pode ligar para os telefones (27) 3382-3693 ou 3871, ou enviar e-mail para [email protected].

Fonte: POLÍTICA ES

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