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Audiência pública em Guarapari nesta quinta (27) discute método de humanização no cumprimento de penas

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Para ouvir diferentes setores da sociedade sobre a humanização da execução penal, sem afastar o caráter punitivo da pena, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) realiza uma audiência pública nesta quinta-feira (27/11), a partir das 17 horas, no Auditório da Promotoria de Justiça de Guarapari. A iniciativa é do MPES, por meio do Grupo Especial de Trabalho em Execução Penal (GETEP), do Centro de Apoio Operacional Criminal (CACR) e da Promotoria de Justiça Criminal de Guarapari, em parceria com a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC).

A audiência pública busca ampliar o diálogo com a sociedade e aproximar lideranças comunitárias, comerciantes, representantes de associações de bairros, formadores de opinião e demais interessados no modelo de execução penal desenvolvido pela Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC). A proposta é compartilhar informações, esclarecer dúvidas e promover uma compreensão mais profunda sobre os benefícios e desafios dessa metodologia.

Sobre o Método APAC

Criado pela Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), o método tem como principal objetivo recuperar a pessoa privada de liberdade, reduzir índices de reincidência criminal e fortalecer práticas de justiça restaurativa.

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As APACs são organizações da sociedade civil que atuam na reintegração social de condenados por meio de um modelo estruturado em pilares como valorização humana, disciplina, trabalho, estudo e corresponsabilidade. A metodologia é aplicada em Centros de Reintegração Social (CRS), que se organizam conforme os diferentes regimes de cumprimento de pena (fechado e semiaberto) em consonância com a Lei de Execução Penal (LEP).

Na prática, o método propõe a criação de unidades prisionais administradas por uma diretoria voluntária e sem fins lucrativos, com capacidade para acolher até 200 apenados. Cada pessoa custodiada passa por uma trilha de atividades direcionada à construção de autonomia, responsabilidade e novas perspectivas de vida, com vistas a romper ciclos de reincidência e fortalecer a segurança pública.

Fonte: MINISTÉRIO PÚBLICO ES

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