Um resgate de quase dois séculos da história e da cultura capixabas. Assim resumiu o presidente do ES em Ação, Fernando Peixoto Saliba, a exposição 190 Caminhos da Cidadania, da Assembleia Legislativa (Ales). O representante da organização empresarial visitou a mostra nesta terça-feira (30) e ressaltou a contribuição dos Poderes constituídos para o equilíbrio e estabilidade do Estado.
O dirigente da organização empresarial considerou primoroso o trabalho apresentado na exposição. “É notável o detalhamento com que os historiadores retrataram o nosso passado e a trajetória da Assembleia Legislativa. Estamos diante de um registro que abrange desde o período imperial até os tempos democráticos atuais”.
Para Saliba, o Espírito Santo retratado na exposição 190 Caminhos da Cidadania tem um futuro consolidado como importante hub logístico, com portos, aeroportos, ferrovias e rodovias conectadas com o mundo, aliado a um potencial turístico crescente e a uma sociedade organizada.
“O caminho trilhado é muito positivo, mas precisamos de vigilância constante. As instituições devem permanecer fortes para assegurar um ambiente de negócios ético e transparente. O crime organizado não deixa de existir, mas perde espaço à medida que atuamos com coerência e cooperação. Tenho convicção de que caminhamos para um futuro ainda melhor”, disse.
Para o presidente do ES em Ação, a construção de um Estado forte exige que os Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — atuem com independência, equilíbrio e colaboração. “O objetivo final deve ser sempre o bem-estar da sociedade como um todo, garantindo instituições robustas e um protagonismo compartilhado. No Espírito Santo da transparência, a Assembleia dá o seu exemplo de transparência e democracia, contribuindo para o equilíbrio republicano entre os três Poderes”, acentuou.
“É uma gestão com um traço fundamental, do diálogo, da abertura para que entidades, as pessoas e a sociedade como um todo encontrem nessa Casa do Povo seu espaço para dialogar e debater, ainda que em temas que muitas vezes não são convergentes, mas isso é a democracia. Essa gestão contribui com o Espírito Santo de uma forma isenta e participativa, como deve ser o Legislativo. Isso é fundamental para o crescimento de um Estado, com relação aberta, transparente e diálogo”, avaliou Saliba.
ES em Ação
O Espírito Santo em Ação foi criado no início deste século por um grupo de 16 líderes empresariais para dar ao Estado suporte da sociedade organizada visando à superação da crise institucional, política e de governo que o Espírito Santo vivia.
“Ao longo de sua história, o Espírito Santo viveu momentos de protagonismo, mas também enfrentou crises severas, inclusive com a infiltração do crime organizado nas instituições. Foi nesse contexto de crise ética, no final dos anos 90 e início dos anos 2000, que nasceu o Espírito Santo em Ação”, lembrou Fernando Saliba. Junto a outras organizações, o ES em Ação ajudou a mudar a realidade e a posicionar o Espírito Santo como estado referência em gestão e indicadores sociais.
Com a mudança de quadro, o ES em Ação continua contribuindo em diversas frentes, segundo Saliba. “Trouxemos a metodologia da Escola de Tempo Integral, uma experiência observada em Pernambuco que, adaptada à nossa realidade, permitiu ao Espírito Santo alcançar posições de destaque no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Além disso, desde 2006, atuamos em parceria com o governo do Estado no planejamento estratégico, passando pelo ES 2025, pelo ES 2030 e, mais recentemente, pelo Plano ES 500 Anos”.
A criação e participação do ES em Ação no desenvolvimento capixaba reproduz outros momentos em que os empresários também fizeram-se presentes, através de suas instituições, conforme observa o cientista político João Gualberto Vasconcelos, integrante da equipe que resgatou os 190 anos de história da Assembleia e sua importância para o desenvolvimento capixaba.
“O Espírito Santo tem dezenas de instituições com esse perfil, o de representar os empreendedores com um olhar no avanço social e outro no futuro econômico. Elas têm se organizado para lutar em comum pela qualidade de nosso espaço econômico e social. Foi assim nos primeiros anos do século XXI, quando nossas instituições estiveram ameaçadas pela corrupção e falta de cuidado com as causas e as políticas públicas. É importante que todos os atores envolvidos no mundo empresarial estejam juntos, defendendo pautas que falem dos avanços que temos conseguido”, disse João Gualberto.
Fonte: POLÍTICA ES







































