Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Pesquisador da Ufes defende processamento natural de alimentos

Denes do Rosário fez palestra na Feira da Agroindústria Capixaba / Foto: Lucas S. Costa

publicidade

Fazer com o que o Brasil deixe de ser visto apenas como um celeiro na produção de alimentos é um dos objetivos de Denes do Rosário, doutor em Ciência de Alimentos e pesquisador da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Nesta sexta-feira (8), o profissional abriu o último dia da Feira da Agroindústria Capixaba falando sobre táticas para impulsionar a produção de alimentos com qualidade, como cafés, carnes e queijos.

Para alcançar essa qualidade, uma das estratégias é a utilização de micro-organismos vivos no processamento natural de alimentos produzidos pela agroindústria. O resultado, segundo o pesquisador, são produtos como cafés especiais, queijos e carnes maturados que atendem às expectativas de um mercado consumidor cada vez mais exigente.

“A natureza é perfeita. Temos que pegar as bactérias, fungos, leveduras e fazer com que eles trabalhem por nós (…). De forma natural, para atender de fato o que o mercado exterior e o mercado também interno está procurando. Alimentos naturais, sem o ultraprocessado (…) Então, um processo natural vai trazer um produto com qualidade natural”, ensinou Denes.

Os horizontes a serem explorados são amplos. Para o doutor em Ciência dos Alimentos, é possível alcançar mercados inimagináveis. A produção de alimentos premium gera mais riqueza e beneficia toda a cadeira produtiva da agroindústria. Isso possibilita ao agricultor, por exemplo, oferecer melhores salários àqueles que trabalham no campo e diminuir o êxodo rural.

Leia Também:  Hudson propõe programa de saúde ocular no ES

“Nossos produtos nacionais, que são excelentes, (como) café, carnes, o socol, alguns queijos, queijos autorais, que são de altíssima qualidade, nós encontramos aqui na nossa região, temos esse privilégio, digamos assim (…). Mas temos um caminho enorme ainda para trazer em quantitativo de qualidade. Trazer mais alimentos assim, com maior qualidade também. E fazer com que esse produto esteja lá no exterior (…). Vamos ter paz dentro da Universidade quando acontecer isso, chegar lá e conseguir encontrar o produto brasileiro lá atendendo todo mundo com naturalidade…”, projetou Dener.

Para o professor, é preciso desfazer a imagem do Brasil como “celeiro”, crença que teve origem no Brasil Colônia. “Tudo começou em 1500. Temos que lembrar que já fomos colônia, mas não somos mais. A colônia é passado. (O Brasil) já é estrela em matéria-prima, queremos ser estrela agora em produto de valor agregado”, pontuou. 

Ao final da palestra, Denes falou à TV Ales e fez um balanço sobre a sua participação na feira: “A gente falou um pouquinho sobre estratégias pra melhorar a qualidade, estratégias naturais de melhorar a qualidade desse alimento, porque o Brasil ainda é visto como o celeiro do mundo, produzindo alimentos de baixa qualidade. O que a gente trouxe (…) ajuda o produtor a entender como ele deve fazer, por onde ele deve caminhar, para conseguir atingir essa qualidade superior (…)”.

Leia Também:  Aprovada alteração em cargo de unidades judiciárias de 1º grau

“Então, esse é o nosso objetivo, trazer o conhecimento para eles, o conhecimento que a gente tem na Universidade, para fazer com que eles tenham progressão, para impulsionar a cadeia produtiva de alimentos aqui no Espírito Santo (…). Quem tá com a mão na massa é o menos remunerado, porque antigamente a mão de obra era gratuita (…). (Mas) queremos mostrar que ficar na roça dá certo”, avaliou.
 

Fonte: POLÍTICA ES

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade