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Perfuração de poço é descartada como causa para afundamento de solo

Deputado Xambinho sugeriu realização de estudo mais detalhado do solo para elucidar afundamento / Foto: Lucas S. Costa

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O afundamento de solo constatado pela Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da Assembleia Legislativa (Ales) em visita técnica a Rio Novo do Sul em março deste ano foi o tema debatido pelo colegiado nesta segunda-feira (13). Embora os especialistas convidados não tenham apontado uma causa concreta para o desnível, o poço profundo escavado pela Cesan foi descartado.

O cenário preocupa, já que o movimento do chão acomete residências no centro da cidade, incluindo o Teatro Ivo Mameri. Diante dos riscos, o presidente da Coinfra, Alexandre Xambinho (Podemos) cobrou uma solução. “Hoje temos um problema instalado naquela região, mas nós precisamos buscar solução”, disse. “Existe um risco iminente de a gente ter um desastre a qualquer momento”, completou.

Fotos da reunião

O prefeito do município, Nei Castelari (Podemos), revelou que conta com ajuda do colegiado, já que a administração municipal não dispõe de uma equipe técnica para descobrir o que aconteceu. “A gente precisa de fato ter um laudo do que está acontecendo e o que pode ser feito para que a gente possa tomar providências”, frisou.

Cesan descartada

O poço artesiano perfurado pela Cesan é apontado por moradores como a possível causa. De acordo com relatos, problemas estruturais em imóveis teriam começado a aparecer após a construção do poço, em 2023. Mas o coordenador de Águas Subterrâneas da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Anderson Gomes da Silva, descartou essa relação.

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“Nossa posição final é que é muito pouco provável que haja uma influência do poço da Cesan nessa questão”, referendou o convidado. O parecer tem base a partir de análise hidrogeológica feita pelo órgão, que esteve no local em 17 de setembro. “A probabilidade de ocorrer qualquer tipo de interferência da captação de água no entorno é muito baixa, para não dizer inexistente”, reforçou.

Outro argumento apresentado é que residências e outras construções nas proximidades do poço construído não sofrem com interferências em suas estruturas. Representantes da Defesa Civil do Estado afirmaram que imagens de imóveis obtidas antes da obra da empresa já indicam evidências de movimentação nos imóveis.

Mesmo sem querer apontar culpados, a explicação não convenceu Xambinho, que repercutiu as observações feitas por Nei Castelari. “Não sei se foi coincidência”, ponderou o prefeito. O entendimento deles contrastou com o de Marcos Madureira (PP), que também isentou a empresa.

Hipóteses

Outras hipóteses foram aventadas. O coordenador da Agerh corroborou uma explicação apresentada pelo gerente de Relacionamento do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES), Giuliano Silva Battisti, segundo a qual o local apresenta diversos poços clandestinos e um solo alagadiço. Madureira (PP), por sua vez, questionou a fundação dos imóveis atingidos.

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A geóloga da Defesa Civil do Estado Cristiane Tinoco lembrou que um dos laudos da corporação aponta para a existência de uma canalização antiga feita pela prefeitura, mas que está parcialmente impermeabilizada. Mesmo assim, o entendimento é que são necessários mais estudos científicos para que se descubra a causa concreta do afundamento.

Novo estudo

Diante da incerteza, a comissão aprovou proposta do deputado Alexandre Xambinho para a realização de uma análise geotécnica – investigação detalhada sobre as características do terreno – no sentido de contribuir com os laudos já feitos pelo Crea-ES, Agerh e Defesa Civil. Uma das questões a serem resolvidas, no entanto, é que órgão poderia arcar com as despesas de contratação de uma empresa especializada para esse fim.

Fonte: POLÍTICA ES

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