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MPES obtém condenação de réu a pena de 32 anos pelo assassinato de músico em Vitória

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O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vitória, obteve a condenação de Lucas Torrezani de Oliveira a 30 anos de reclusão e 2 anos de detenção pelo assassinato do músico Guilherme Rocha. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (20/05), em Vitória, e teve duração de quase 15 horas.

O réu foi condenado por homicídio qualificado, reconhecidas as qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima, a pena de 30 anos de reclusão, além do crime de abuso de autoridade, em razão da utilização indevida da condição de agente público durante os fatos, uma pena de 2 anos de detenção. O réu também foi condenado a pagar uma indenização de R$ 500 mil à família da vítima.

O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de que o crime teve origem em um desentendimento relacionado a reclamações de moradores sobre perturbação do sossego no condomínio onde residiam a vítima e o acusado.

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Durante o julgamento, os Promotores de Justiça Rodrigo Monteiro e Bruno de Oliveira sustentaram as provas produzidas ao longo da investigação e da instrução processual que embasaram a condenação.

“Esta condenação reforça que crimes dessa natureza não podem ficar impunes. O resultado não vai trazer a vítima de volta, mas traz à família o conforto de que a Justiça foi feita”, afirmou o Promotor de Justiça Rodrigo Monteiro.

Entenda o caso
Segundo a denúncia apresentada pelo MPES, Guilherme Rocha e Lucas Torrezani de Oliveira moravam no mesmo condomínio, localizado em Jardim Camburi, em Vitória. As investigações apontaram que havia um histórico de desentendimentos relacionados a encontros realizados durante a madrugada em áreas comuns do residencial, que geravam reclamações de moradores em razão do barulho e da perturbação do sossego.

Na madrugada de 17 de abril de 2023, Guilherme voltou a reclamar do barulho provocado por um grupo reunido no local. Conforme a acusação, a situação evoluiu para uma discussão, durante a qual Lucas teria sacado uma arma de fogo e intimidado a vítima utilizando sua condição de policial militar. Na sequência, efetuou um disparo que atingiu Guilherme.

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De acordo com a denúncia, a vítima se encontrava em situação que dificultava sua defesa no momento do disparo. Ferido, Guilherme ainda tentou deixar o local, mas caiu nas proximidades da entrada do condomínio e morreu em decorrência dos ferimentos.

Fonte: MINISTÉRIO PÚBLICO ES

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