O Dia da Luta Antimanicomial – celebrado no último domingo (18) – foi lembrado em ato realizado em frente à Assembleia Legislativa (Ales) nesta segunda-feira (19). Ativistas, usuários da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), profissionais da saúde, professores e universitários se uniram para uma manifestação em defesa da saúde mental e da construção da cidadania das pessoas com transtornos psíquicos ou dependência química.
Cartazes pediam mais recursos para a saúde pública, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e o apoio aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), além de reforçarem o posicionamento dos ativistas em favor do tratamento de saúde mental em liberdade, ou seja, o fim dos manicômios.
O ato convocado pelo Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial teve o apoio da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental e da Luta Antimanicomial, que é presidida pela deputada Camila Valadão (Psol).
Em suas redes sociais, a parlamentar reforçou seu compromisso com o tema: “Por uma Rede de Atenção Psicossocial nos territórios capixabas forte, com equipe multiprofissional, para a promoção da saúde mental com respeito à dignidade de todas as pessoas”, defendeu.
Exposição
Para marcar a data, a Ales também está sediando uma exposição de quadros produzidos por usuários da Rede de Atenção Psicossocial. A exposição foi organizada pelo grupo de pesquisa Fênix (vinculado ao Departamento de Serviço Social) e pelo Laboratório de Ações e Pesquisas de Saúde Mental em Terapia Ocupacional (Lapsam-TO).
Curadora da exposição, Alana Simões destaca a pluralidade das obras e dos artistas-usuários: “O que se revela nessas criações é comum a todos nós: a condição radicalmente humana de sermos constituídos por muitos”.
A mostra “Os seres que habitam em mim” fica em cartaz na Casa até quinta-feira (22), com entrada livre e gratuita das 8 às 19 horas.
Fonte: POLÍTICA ES








































