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Hospital faz balanço sobre um ano de atendimento a autistas

São 8 mil atendimentos mensais em várias especialidades, disse Seidel, presidente do hospital / Foto: Heloísa Mendonça Ribeiro

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Para celebrar o primeiro ano de serviços prestados pelo Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cetea) no Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (Ales) recebeu representantes da instituição e especialistas, em reunião extraordinária realizada nesta segunda-feira (15). Mais de 500 crianças e adolescentes são atendidas mensalmente, com prevalência da faixa etária entre 3 e 10 anos.

De acordo com o presidente do HEVV, Rodrigo André Seidel, são realizados mais de 8 mil atendimentos mensais, mas o objetivo é ampliar. “Estamos completando um ano, hoje nós atendemos cerca de 550 famílias lá nesse centro, com aproximadamente 8 mil atendimentos no mês, com a possibilidade de ampliar isso até 10 mil atendimentos no mês. As famílias normalmente precisam de mais de uma especialidade. As famílias que têm uma criança, um adolescente autista sabem disso, que precisa desse atendimento multidisciplinar”, explicou o gestor.

A equipe multidisciplinar abrange oito especialidades: psicologia, serviço social, fonoaudiologia, fisioterapia, musicoterapia, arteterapia, psicopedagogia e terapia ocupacional. São 30 consultórios individuais, 2 salas de grupo, jardim sensorial e casa de acolhimento.

Acolhimento a famílias

“A gente não trabalha só com a pessoa que tem o espectro, mas também traz a família em torno disso. Nós temos sessões com os familiares, mãe, pai, tia, avó, quem estiver lá”, disse.

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“Às vezes as pessoas vêm do interior do estado e têm dois, três dias desse tratamento lá no Cetea. Como ela não tem como voltar para o seu município, a gente criou uma casa de acolhimento, onde a gente acolhe principalmente a mãe e a criança e dá lá para eles o café, o almoço, o jantar, a cama, a roupa de cama, com todo o carinho para que possa minimizar esse transtorno, principalmente da viagem”, complementou o presidente.

Para ter acesso ao atendimento o paciente precisa passar por uma triagem. “A família que sente que a criança tem esse transtorno do espectro autista tem que procurar o serviço no seu município. O posto de saúde lá vai consultar geralmente com clínicos, são poucos municípios que têm neuro e psiquiatra infantil, e de lá encaminha para algum hospital do estado especializado. Feito o diagnóstico, o próprio hospital já coloca na Central de Regulação do estado, que envia esse paciente, então, para o nosso centro de tratamento”, esclareceu.

Tecnologia

Integrante da equipe de acolhimento, a robô Maria T21 foi criada para contribuir no desenvolvimento cognitivo, físico e social das crianças com autismo e síndrome de Down. Adquirida com recursos próprios do HEVV, ela foi desenvolvida por pesquisadores do Laboratório de Robótica e Tecnologia Assistiva da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

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A robô é programada para ser utilizada durante as sessões de terapias com os pacientes e auxilia nos exercícios de coordenação motora, de memória e de comunicação por meio de jogos interativos.

Descentralização

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Bruno Resende (União), afirmou que o atendimento do Hospital Evangélico é fundamental para o acolhimento dos pacientes e defendeu a ampliação do serviço não só na Região Metropolitana, mas para as demais regiões do estado.

“No final das contas, a dignidade, ela não pode estar apenas em uma bolha, ela precisa estar em cada cantinho do Espírito Santo. O Hospital Evangélico, assim como todos os outros serviços dessa instituição, presta um serviço de excelência e nós só temos aqui que agradecer a esse hospital filantrópico tão importante para o Espírito Santo e que hoje também é protagonista na prestação de serviço à pessoa com autismo”, finalizou.

Fonte: POLÍTICA ES

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