A 1º edição dos “Diálogos Federativos” foi aberta na manhã desta quinta-feira (15) na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) com a participação de gestores e representantes políticos da União, do Estado e dos Municípios. Os participantes destacaram o empenho para que as três esferas atuem de maneira alinhada para superar desafios em comum.
Representando o presidente Marcelo Santos (União), a deputada Iriny Lopes (PT) falou sobre como a iniciativa ajudará na construção de uma convivência harmônica constante, além de intercâmbio entre os entes federados, sobretudo em um país com dimensões continentais como o Brasil.
De acordo com ela, o evento será “um marco importante para a construção de uma nova cultura política, baseada no diálogo, na escuta qualificada, na cooperação entre os entes federativos e na valorização dos territórios”.
Ex-prefeito de Vitória, o colega de partido João Coser ressaltou a importância de ações de fortalecimento do município e cobrou harmonia na relação entre as prefeituras, Estado e União, deixando de lado disputas ideológicas, para enfrentar os obstáculos, como a educação e um salário mínimo baixo.
O ex-prefeito de Franca Gilmar Dominici (PT), atual diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Municípios (ABM) – que completa 80 anos em 2026 –, agradeceu à Assembleia Legislativa pelo apoio concedido à realização do evento.
“Esse evento (…) tem essa finalidade, de colher informações. Então o dia de hoje será com essa finalidade, de escutar vocês, levantar os principais pontos, as principais demandas existentes, aquilo que gera um contencioso federativo, aquilo que pode ser resolvido de forma harmônica entre os três entes federados”.
Representante do governo do Estado, o secretário de Planejamento Álvaro Duboc frisou a “retomada do diálogo interfederativo como um instrumento para fortalecer a cooperação entre os entes da federação e promover políticas públicas mais eficazes”. Ele sublinhou a “importância estratégica” dos investimentos em infraestrutura e logística para fomentar o desenvolvimento econômico.
Prefeito da cidade capixaba de Vargem Alta, Elieser Rabello (MDB) falou em nome da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes). Ele classificou como essencial o alinhamento de ações entre prefeituras, governos estadual e federal para resolver problemas da população, como a universalização do saneamento básico e abastecimento de água. “Esperamos que esse diálogo possa prosperar e que as propostas que saem daqui possam ser efetivadas”.
“O que nós precisamos fazer aqui (…) é discutir como o Estado brasileiro se torna cada vez mais eficiente na gestão dos seus recursos e escolher quais são as prioridades”, contou o secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Vanderley Ziger, que apontou desafios como acabar com a fome em um país que produz alimento excedente.
A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, Gismália Luiza Passos Trabuco, comentou a temática. “A gente entende que enfrentar o desafio de tirar as 8,7 milhões de pessoas que ainda passam fome nesse país, a gente também só vai dar conta se a gente tiver o engajamento, a colaboração e o esforço combinado das três esferas do governo”.
Assessor especial do Conselho da Federação da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR), André Nogueira afirmou que a criação do órgão do qual faz parte, por meio de um decreto, inova ao abrir um espaço de diálogo e construção de soluções de problemas dos três entes federados. “Eu diria que 90% dos problemas que a população enfrenta são problemas federativos”, falou.
Também compôs a mesa de autoridades a assessora especial da Presidência da República Nara Kohlsdorf.
Diálogos Federativos
Promovido pela Associação Brasileira de Municípios (ABM) e pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, o evento conta com o apoio da Associação de Municípios do Estado do Espírito Santo (Amunes) e da Ales.
Pela manhã, logo após a abertura, tiveram início Grupos de Trabalho (GT) simultâneos com os temas governança e cooperação entre os entes; desenvolvimento econômico sustentável; e políticas sociais e combate às desigualdades.
À tarde será realizada a “Plenária de escuta de alto nível”. É o momento em que as propostas resultantes dos debates dos GTs serão apresentadas e com aumento no nível de participação, já que todo o coletivo deverá estar presente
Fonte: POLÍTICA ES








































