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Discurso do presidente Marcelo Santos na posse do governador

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1. Há uma diferença enorme entre ocupar uma cadeira e honrar um legado.

2. As cadeiras são passageiras, mas o legado não. O legado permanece, mesmo quando já não estivermos aqui.

3. Esse mesmo legado, senhoras e senhores, pode nos tornar imortais.

4. Guimarães Rosa dizia que: “o que a vida quer da gente, é coragem”.

5. Mas na política, a coragem sozinha é perigosa, ela precisa vir acompanhada do preparo, da responsabilidade e do respeito às pessoas.

6. Hoje, não celebramos apenas a posse de um novo governador, celebramos a maturidade de um Estado que aprendeu a não apostar na sorte.

7. Há 40 anos, o Espírito Santo viveu um momento idêntico a esse:

8. O governador Gerson Camata renunciava ao cargo para ser senador.

9. E coube ao então presidente da Casa, Hugo Borges, conduzir a posse do vice de Camata, José Moraes, como novo governador.

10. Isso foi em 1986.

11. Quatro décadas depois, a história se repete, mas ela não é a mesma.

12. Os tempos são outros. As pessoas mudaram, o comportamento humano mudou, a tecnologia avançou a passos largos e o nosso estado, antes quebrado, também.

13. Esta Casa finalmente conquistou o seu protagonismo e hoje é a âncora da estabilidade política e da segurança jurídica do Estado.

14. Nesta legislatura, caberá a mim, por uma dessas missões que a vida nos reserva, não apenas conduzir, mas liderar dois momentos importantes para o Estado: a posse de dois governadores em menos de um ano.

15. Hoje, cumprimos a primeira etapa com a posse do governador Ricardo Ferraço.

16. E, no dia 6 de janeiro de 2027, caberá a mim, novamente, dar a posse ao governador escolhido pelo povo capixaba.

17. Essa é uma missão que eu, Marcelo Santos, assumo com a responsabilidade de quem preside um Poder Independente.

18. E que missão, meus amigos. Que honra fazer parte desta história, que será lembrada pelas futuras gerações.

19. E não falo apenas por mim, mas por cada capixaba que confia nesta Casa e encontra, nos meus colegas deputados, e em mim como presidente, a sua representação.

20. Muito nos orgulha sermos os guardiões da democracia e os fiadores da estabilidade em nosso Estado.

21. Estabilidade que restabelecemos nesta gestão, em uma construção que lidero, mas que, acima de tudo, é compartilhada.

22. A união e o amadurecimento dos Poderes e das instituições que vemos aqui hoje, é a prova de que o Espírito Santo escolheu o caminho do equilíbrio, do respeito e do diálogo.

23. Minha gratidão a cada autoridade, aos chefes de Poder, aos representantes das nossas instituições e, de forma muito especial, a cada cidadão capixaba que testemunha conosco este dia.

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24. (Peça uma salva de palmas)

25. O mundo parece ter perdido o freio e está em ebulição.

26. Vemos nações poderosas adotarem posturas cada vez mais rígidas e individualistas no comércio mundial.

27. Vemos nações levantando barreiras e tratando a economia global como um tabuleiro de interesses individuais.

28. E os efeitos de tudo isso parecem distantes, mas não são.

29. Eles chegam aqui ao nosso Espírito Santo. E não são marolas… não podemos ser levianos.

30. Precisamos saber nos reinventar, e fazemos isso com maestria.

31. O Espírito Santo não tem fronteiras, temos conexões. Somos um Estado com vocações importantes na prestação de serviços, e na exportação de matérias-primas.

32. Esse protagonismo, tanto aqui dentro quanto lá fora, só é possível porque a Assembleia e o Governo trabalham um bocado.

33. Trabalhamos para garantir o que o capital estrangeiro exige e, ao mesmo tempo, o que o trabalhador capixaba merece.

34. Por isso, administrar um Estado não é um jogo de sorte. É preparo.

35. Se hoje o Governo tem fôlego para investir, é porque nós, do Parlamento, construímos as bases que dão confiança e previsibilidade ao Estado.

36. E colhemos resultados que dão exemplo: Somos o único estado do Brasil com Nota A há mais de uma década. Isso é fato, não é retórica.

37. Não foi por sorte, mas por trabalho. Soubemos nos reinventar, houve mudanças de postura. E aqui falo da nossa Assembleia.

38. Que mesmo sendo uma Casa plural, que reúne diferentes ideias e perspectivas, entrega resultados com diálogo, respeito e presença.

39. Somos hoje uma Assembleia mais próxima dos municípios, exemplo nacional em transparência e tecnologia. Uma Assembleia que dialoga.

40. Mas a Boa Política, que é a que entrega resultado, não pode ser condescendente com a Política Ruim, que infelizmente ainda insiste em ocupar espaços.

41. É triste a realidade de um país que se vê travado, enquanto, quem tem o poder de mudar a raiz dos problemas, se perde em brigas ideológicas, vazias, que não colocam comida na mesa de ninguém.

42. Eu poderia subir aqui e falar apenas da excelência da nossa gestão.

43. Mas a verdade é que a palavra ‘excelência’ perde o sentido enquanto ainda enterramos mulheres, crianças e inocentes, vítimas de uma violência insana.

44. O PIB alto e as contas em dia não consolam as famílias da comandante Dayse, da jovem Thaís e da pequena Alice.

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45. Inocentes, que perderam a vida devido a falha em um sistema que já deveria ter mudado no nosso país.

46. Se o progresso não protege a vida, ele ainda está incompleto.

47. O mundo lá fora não quer saber das nossas brigas ideológicas ou das nossas preferências pessoais.

48. O que o mercado olha e o que a história registra é uma coisa: coerência e resultados.

49. Ao agora ex- governador, Renato Casagrande, meu respeito pelo ciclo que se encerra com as contas em dia e o estado no rumo certo.

50. Ao governador Ricardo Ferraço: o senhor não recebe apenas um cargo.

51. O senhor assume um Estado que amadureceu, que soube se reinventar diante dos desafios, e que sabe o caminho que precisa percorrer.

52. O capixaba quer continuidade, mas abomina o continuísmo.

53. A continuidade é o respeito pelo que funciona, pelo o que dá certo e pelo aprimoramento.

54. O continuísmo é o vício pelo poder, que cega.

55. O povo nos deu um mandato para avançar, não para estacionar.

56. O senhor, governador, encontrará nesta Assembleia uma parceira estratégica para o desenvolvimento.

57. Estaremos juntos sempre que o equilíbrio e o interesse público exigir.

58. Seremos firmes na defesa do Estado para que o improviso, o populismo barato e o autoritarismo não voltem a encontrar terreno no Espírito Santo.

59. Nomes passam, fotos nas paredes envelhecem, mas o trabalho bem feito fica gravado na vida das pessoas.

60. Mais do que nunca, precisamos de quem exerça o mandato com presença: que saia do gabinete, vá às comunidades, escute lideranças e dialogue com todos, sem autoritarismo e sem vaidade.

61. Repito: o mundo lá fora não quer saber das nossas brigas ideológicas ou das nossas preferências pessoais.

62. A todos que, assim como eu, viram este Estado sair da lama e ajudaram a reconstruí-lo: não podemos permitir qualquer retrocesso ao passado recente.

63. Ao ex-governador Renato Casagrande, o nosso muito obrigado.

64. O senhor soube respeitar a autonomia desta casa e, juntos, provamos que o diálogo, apesar das nossas diferenças, constrói muito mais do que o conflito.

65. Ao governador Ricardo Ferraço, desejo sabedoria. Eu tenho certeza que o Espírito Santo segue em boas mãos.

66. E esta Casa segue vigilante, altiva e, acima de tudo, defensora de cada cidadão capixaba.

67. O futuro tem pressa. E nós estamos prontos.

68. QUE DEUS ILUMINE O NOVO GOVERNADOR E QUE CONTINUEMOS A FAZER HISTÓRIA.

69. Muito obrigado!

Fonte: POLÍTICA ES

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