Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Denninho quer política voltada para crianças com deficiência visual

Acompanhamento especializado desde cedo pode contribuir para desenvolvimento da criança, diz autor / Foto: Lucas S. Costa

publicidade

O Projeto de Lei (PL) 410/2026, do deputado Denninho Silva (União), institui diretrizes para a Política Estadual de Estimulação Precoce de Crianças com Cegueira Congênita ou Deficiência Visual Grave no Espírito Santo. A proposta é destinada ao acompanhamento, à orientação, à inclusão e ao desenvolvimento integral de crianças desde o nascimento até os 6 anos de idade.

O texto define a estimulação precoce como um conjunto de ações, intervenções, orientações e práticas voltadas ao desenvolvimento neuropsicomotor, cognitivo, sensorial, comunicacional, emocional e social da criança nos primeiros anos de vida. A política deverá observar princípios como a proteção integral da criança, prioridade absoluta, promoção da saúde, inclusão, acessibilidade e equidade no acesso aos serviços públicos.

Entre os objetivos estão promover o desenvolvimento neuropsicomotor, cognitivo, sensorial, comunicacional, emocional e social das crianças, além de estimular a identificação precoce da cegueira congênita, da deficiência visual grave e de outras alterações visuais. A proposta também prevê atendimento multiprofissional e orientação a pais, familiares e cuidadores sobre práticas de estimulação, inclusão, autonomia e desenvolvimento infantil.

A política poderá incluir avaliação, orientação e acompanhamento por equipe multiprofissional, atendimentos nas áreas de saúde, reabilitação, educação e assistência social e a utilização de recursos táteis, auditivos, sensoriais, tecnológicos, pedagógicos e de acessibilidade. O projeto também prevê apoio e capacitação para famílias e cuidadores, encaminhamento aos serviços especializados e integração entre os diferentes setores da rede pública.

Leia Também:  Turismo debate difusão do tênis de mesa no Espírito Santo

As ações de estimulação precoce poderão contemplar fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, pedagogia especializada, orientação e mobilidade, estimulação sensorial, orientação familiar, apoio à inclusão escolar e recursos de tecnologia assistiva. O atendimento deverá respeitar as necessidades específicas, a faixa etária e a singularidade de cada criança.

O projeto ainda prevê campanhas e ações educativas sobre a identificação precoce de alterações visuais, o acompanhamento oftalmológico e a importância da estimulação nos primeiros anos de vida. Entre os temas que poderão ser divulgados está o teste do reflexo vermelho, conhecido como Teste do Olhinho.

Justificativa

Na justificativa, Denninho Silva destaca que a primeira infância é um período importante para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à comunicação, mobilidade, aprendizagem, autonomia e interação social. “A primeira infância é uma fase decisiva para o desenvolvimento da criança”, afirma o autor.

O deputado argumenta que o acompanhamento especializado desde cedo pode contribuir para o desenvolvimento da criança e sua qualidade de vida. “A estimulação precoce permite que a criança receba apoio especializado para desenvolver melhor seus sentidos, sua locomoção, sua comunicação, sua independência e sua relação com a família e com o ambiente ao seu redor”, destaca a justificativa.

Leia Também:  Caminhos para a equidade racial em debate

A proposta também busca integrar as políticas e os serviços de saúde, educação e assistência social, facilitando a identificação e o encaminhamento das crianças para atendimento especializado. O objetivo é garantir que elas sejam “identificadas, orientadas e encaminhadas aos serviços adequados o quanto antes”, segundo o proponente.

Denninho Silva ressalta que a iniciativa não prevê a criação imediata de novos serviços nem estabelece despesa automática para o Executivo. O texto, segundo a justificativa, pretende “melhorar a organização da rede já existente, incentivar parcerias e ampliar o acesso das famílias à informação, orientação e atendimento especializado”.

O autor também defende que a estimulação e o acompanhamento desde os primeiros anos podem ampliar as oportunidades de autonomia e inclusão das crianças. “Quanto mais cedo a criança recebe estímulo e acompanhamento, maiores são suas chances de desenvolver autonomia, inclusão, aprendizagem e participação plena na vida familiar, escolar e comunitária”, sustenta.

Tramitação

O PL 410/2026 será analisado pelas comissões de Justiça, de Defesa dos Direitos Humanos, de Saúde e de Finanças.

Confira a tramitação da proposta

—
*Essa matéria não foi exibida na data de sua publicação, no portal da Ales, por restrições do período eleitoral

Fonte: POLÍTICA ES

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade