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Seminário no MPES reúne rede de proteção para enfrentar violência contra crianças e adolescentes

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Fortalecer a atuação integrada da rede de proteção à infância e à adolescência. Esse foi o foco do seminário “Rede Conectada, Infância Protegida“, realizado nesta sexta-feira (22), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ). Promovido pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), o encontro reuniu representantes de diversas instituições para debater estratégias de prevenção e enfrentamento das violências contra crianças e adolescentes.

O evento fez referência ao Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, e buscou fortalecer a articulação entre os órgãos que compõem o sistema de garantia de direitos, promovendo a troca de experiências, a qualificação da atuação institucional e o aprimoramento das políticas de proteção voltadas ao público infantojuvenil.

A iniciativa foi promovida conjuntamente pelo Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAIJ), pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), pelo Núcleo de Proteção aos Direitos da Juventude (NEJU), pelo Centro de Apoio Operacional Criminal (CACR), pelo Centro de Apoio Operacional de Implementação das Políticas de Educação (CAOPE) e pelo Núcleo de Apoio às Vítimas de Violência (NAVV).

Veja as fotos do evento.

Início
A abertura do evento contou com a presença do Procurador-Geral de Justiça do MPES, Francisco Martínez Berdeal; da Dirigente do CAIJ, Promotora de Justiça Valéria Barros Duarte de Morais; da Coordenadora do NEJU, Promotora de Justiça Renata Colnago; do Ouvidor do MPES, Procurador de Justiça Josemar Moreira; do Dirigente do Centro de Apoio Operacional Criminal (CACR), Promotor de Justiça Ronald Gomes Lopes, e do Dirigente do CEAF, Promotor de Justiça Hermes Zaneti Junior.

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Também compuseram a mesa de honra de abertura a Juíza de Direito e Coordenadora das Varas da Infância e Juventude de Vitória, Richarda Littig; a Defensora Pública e Coordenadora do Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), Adriana Peres; e a Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Espírito Santo (CRIAD-ES), Keila Bárbara Ribeiro da Silva.

Em discurso na abertura, o Procurador-Geral de Justiça ressaltou o objetivo do evento e importância da rede de proteção à criança e ao adolescente.

“Precisamos conectar os nossos esforços, conectar as nossas instituições, conectar sobretudo os nossos propósitos. Como o próprio nome do evento diz, rede conectada, infância protegida. Então, estamos aqui para nos conectarmos, conectarmos a rede e protegermos cada vez melhor a nossa infância e a nossa adolescência”, salientou Francisco Berdeal.

A abertura contou também com uma apresentação cultural de jovens do Instituto Artes Sem Limites, associação civil de caráter beneficente, educacional, cultural, e de assistência social, localizada na Gloria, em Vila Velha.

Conferência

Um dos destaques da programação foi a conferência magna ministrada pela Promotora de Justiça do Ministério Público do Paraná (MPPR) Tarcila Santos Teixeira, sobre o tema “Atuação da Rede de Proteção no Contexto das Violências contra Crianças e Adolescentes”.

A palestrante destacou a importância da integração entre instituições e profissionais para a prevenção, a identificação e o enfrentamento das diversas formas de violência que atingem crianças e adolescentes, ressaltando os impactos duradouros que essas violações podem causar na vida das vítimas.

“Uma criança que sofre uma violência é um ser humano que vai carregar dores a vida toda, principalmente a violência sexual, que é o tema que nós tratamos aqui hoje”, ressaltou.

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Projeto Conexões

O seminário também contou com a apresentação do Projeto Conexões, conduzida pela Dirigente do CAIJ, Valéria Barros Duarte de Morais, e com o lançamento do vídeo do Projeto de Enfrentamento às Violências contra Crianças e Adolescentes nas Escolas, iniciativa voltada à conscientização da comunidade escolar e ao fortalecimento das ações preventivas no ambiente educacional.

Durante a apresentação, a Promotora de Justiça destacou a importância da conscientização e da preparação das pessoas de confiança da vítima para acolher adequadamente a revelação de uma situação de violência.

“A pessoa de confiança dessa criança pode ser a professora, o agente de saúde, o porteiro da escola ou qualquer outra pessoa a quem ela confie a revelação. Essa pessoa precisa estar preparada para acolher a revelação espontânea e conhecer o fluxo de atendimento existente no município”, afirmou Valéria Barros.

O Dirigente do CACR, Promotor de Justiça Ronald Gomes Lopes, reforçou o caráter educativo do projeto e a importância de ampliar o debate sobre o tema.

“Precisamos ensinar às crianças não sobre pessoas, sobre esse ou aquele, quem é estranho e quem não é, mas sobre comportamentos. A ideia do vídeo é levar essa discussão para as escolas e para as famílias, para que o tema seja debatido e não permaneça oculto”, salientou o Promotor de Justiça.

Na sequência, o psicólogo forense Rafael Monteiro Teixeira Arndt ministrou palestra sobre o papel da família na proteção de crianças e adolescentes contra as violências, destacando a relevância dos vínculos familiares e da atenção precoce aos sinais de vulnerabilidade.

Fonte: MINISTÉRIO PÚBLICO ES

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