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Reunião alerta para diabete e obesidade

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O Brasil tem quase três vezes mais crianças obesas que a média global. Em 2025, serão mais de 11 milhões de crianças com obesidade no país. E o excesso de peso pode gerar consequências tanto na saúde física quanto mental, com impactos ao longo de toda a vida. 

O alerta foi feito pela médica Tania Mara Perini na reunião extraordinária da Comissão de Saúde, realizada nesta terça-feira (18). “A obesidade é uma doença, é uma morbidade, não é uma questão estética. A obesidade vai gerar problemas em praticamente todo o organismo, desde os joelhos (…), alterações renais, gastrointestinais (…), endócrinas (…), pulmonares (…). Alterações cardiovasculares, então, nem se fala. Já temos crianças com hipertensão”, ressaltou a nutróloga pediatra. 

Fotos da reunião

Além dos impactos na saúde física, a médica destacou que as crianças e adolescentes com excesso de peso também têm tendência maior à depressão, ansiedade, baixa autoestima, insatisfação corporal, ideação suicida, baixo desempenho acadêmico, entre outras consequências.  

Para frear o crescimento das taxas de obesidade é preciso atenção desde a gravidez. Nos primeiros mil dias de vida – período que engloba a gestação e os dois primeiros anos de vida – são necessários cuidados redobrados. “Tudo o que se faz nesses primeiros mil dias deixa uma programação metabólica para a vida adulta”, frisou.  

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Mas, mesmo com tendência genética ao excesso de peso, o estilo de vida com alimentação saudável e atividade física regular auxilia muito na prevenção da obesidade e de todas as suas consequências. Entre as estratégias citadas para combater o problema está o envolvimento de toda a família e da comunidade, além de intervenções educacionais nas escolas. 

Pé diabético 

A reunião também contou com a apresentação do cirurgião vascular Eliud Garcia Duarte Junior. O médico falou sobre a diabetes, doença que já atinge aproximadamente 20 milhões de brasileiros. O que acontece é que quase metade dessas pessoas não sabe que tem a doença.  

A falta de informação e de uma adequada atenção primária de saúde, de acordo com o especialista, leva a consequências como a perda da visão e a amputação, além de impactos cardiovasculares e renais. “Um paciente cego, infartado, amputado e com insuficiência renal crônica”, alertou. 

Mas o médico também ressaltou que o Espírito Santo se destaca no tratamento do pé diabético, com a redução de cerca de 5% nos casos de amputação, enquanto os números de mutilações crescem em outros estados. 

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Ele ainda informou que a diretriz nacional sobre pé diabético da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular está sendo implementada com foco na atenção primária, para evitar ao máximo a necessidade de amputação dos membros inferiores.  

Proposição 

O deputado Dr. Bruno Resende (União), que preside a Comissão de Saúde, é autor de projeto de lei (PL 210/2023), que cria a Política Estadual de Combate à Obesidade. O parlamentar pediu o auxílio dos participantes para o aprimoramento da proposta e pediu sugestões de outros projetos de lei, como, por exemplo, uma política de saúde referente ao pé diabético. 

Além dos médicos palestrantes, participaram representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Regional de Medicina e Secretaria de Estado da Saúde. 

Fonte: POLÍTICA ES

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