Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Pescadores e agricultores começam a receber indenização por impactos de barragem

Serão pagos R$ 3,7 bilhões em indenizações ao longo de quatro anos / Foto: Wanderley Araújo

publicidade

O presidente Lula (PT) esteve na manhã desta sexta-feira (11) em Linhares, no litoral norte capixaba, para anunciar o Programa de Transferência de Renda (PTR) a mais de 22 mil pescadores e 13,5 mil agricultores familiares atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, há 10 anos.

Dentro do PTR, os recursos disponíveis para as indenizações somam R$ 3,7 bilhões, destinados a reparações a todos os trabalhadores e pequenos produtores capixabas e mineiros atingidos pelo rompimento da barragem da empresa Samarco, cujas acionistas são a Vale e BHP Billiton.

Ao todo, segundo o advogado-geral da União, Jorge Messias, os esforços do governo federal, em parceria com o Espírito Santo, para recuperação ambiental do Rio Doce e recursos para garantir o PTR alcançam R$ 50 bilhões da União, dos quais R$ 18 bilhões foram repassados diretamente ao governo capixaba.

Os primeiros repasses do PTR, conforme Messias, estão sendo feitos desde esta quinta-feira (10) com pagamentos a mais de 5 mil beneficiados.

Valor dos repasses

Nos primeiros 3 anos, os pescadores e agricultores vão receber um salário mínimo e meio por mês. Já no último ano, o pagamento será de um salário mínimo por mês.

Quase a totalidade dos pescadores alcançados pelos repasses são capixabas (21 mil). Só na região de Linhares – balneário que teve atividades econômicas como a pesca, a agricultura e o turismo bastante afetados – 5,6 mil pescadores e 1,6 mil agricultores familiares estão sendo beneficiados.

Leia Também:  Dignidade para pessoas com nanismo em pauta

Microcrédito

O presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes, anunciou que, por orientação de Lula, linhas de microcrédito operadas pela instituição serão oferecidas aos pescadores, agricultores, artesãos e outros atingidos pela tragédia de Mariana no Espírito Santo e Minas Gerais.

Com esses recursos a juros subsidiados, o governo federal espera ajudar os empreendedores na retomada de seus negócios.

Indenização e recuperação

O governador Renato Casagrande (PSB) classificou de “histórico” o lançamento do PTR às vítimas da tragédia de Mariana. “O primeiro objetivo é indenizar as pessoas, depois vem a etapa de recuperar a bacia do Rio Doce”, pontuou.

O governador afirmou que decidiu criar a Secretaria de Estado de Recuperação do Rio Doce quando percebeu a vontade política e o compromisso do presidente Lula de buscar uma solução para o problema.

Casagrande citou também que, além das iniciativas relacionadas ao caso Mariana, o governo capixaba tem obtido avanços em negociações com o governo Lula, permitindo destravar as duplicações das BRs 101 e 262, e alavancar projetos na área de ferrovias.

Repactuação

O presidente Lula considerou que a Fundação Renova – criada para reparar os danos ambientais e sociais do rompimento – não cumpriu sua função. “Essa fundação gastou R$ 30 bilhões enganando vocês durante oito anos. E para onde foi esse dinheiro? Vocês receberam alguma coisa? Viram alguma recuperação (dos estragos ambientais) ser feita?”, questionou.

Leia Também:  Tribunal de Justiça terá mais autonomia sobre Juizados Especiais

De acordo com Lula, diante das “injustiças” verificadas no caso, determinou ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias, que sentassem à mesa com todas as partes envolvidas na situação e encontrassem uma solução para o impasse.

O novo acordo, disse ele, foi possível com a retirada da Fundação Renova das negociações, que passaram a ser feitas diretamente com novos diretores da Vale, pois os anteriores não estavam dispostos a cooperar no sentido de fazer alguma justiça.

Atingidos

Representante do Movimento dos Atingidos por Barragens, Heider José Boza avaliou o PTR como “razoável”, e considerou que a repactuação feita na gestão do presidente Lula significa um avanço em relação aos acordos firmados pela Fundação Renova.

Ele defendeu a ampliação do PTR a outras comunidades de pescadores na Grande Vitória (Ilha das Caieiras) e também na região sul da Bahia.

Ales

O Parlamento estadual esteve representado no evento em Linhares pelas deputadas Iriny Lopes (PT), Camila Valadão (Psol) e pelo deputado João Coser (PT).

Novo acordo

O Novo Acordo do Rio Doce foi assinado em outubro do ano passado. Ele foi viabilizado após dois anos de negociações do poder público, liderado pela Advocacia-Geral da União (AGU), com a mineradora Vale e as empresas Samarco e BHP Billiton, responsáveis pela barragem que se rompeu em Mariana.

Fonte: POLÍTICA ES

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade