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Pastor alerta sobre sexualização precoce

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A sexualização precoce de crianças e adolescentes foi abordada em reunião da comissão permanente voltada para esse público. Em encontro nesta terça-feira (7), o colegiado de Proteção à Criança e ao Adolescente recebeu o presidente do Instituto “Eu Escolhi Esperar”, Pr. Nelson Junior. O líder religioso alertou para as possíveis consequências de uma sexualização precoce, como a vulnerabilidade para abusos e, também, os casos de gravidez na adolescência. 

Para o pastor, é preciso que o Estado elabore políticas públicas de prevenção primária à gravidez na adolescência, por exemplo. Na opinião dele, ações como a distribuição de preservativos e outros métodos contraceptivos são formas de prevenção secundária. Seriam necessárias, em seu ponto de vista, políticas voltadas para a orientação de crianças e adolescentes sobre a necessidade de esperar o “momento certo” para a iniciação sexual. 

Fotos da reunião 

O convidado, que atua há 26 anos em movimentos voltados para a educação religiosa de crianças e adolescentes e suas famílias, acredita que há uma pressão muito grande da sociedade para que os menores de idade iniciem suas vidas sexuais. Muitas vezes, segundo ele, esses adolescentes nem querem, ainda, ter relações íntimas, mas acabam cedendo à pressão para se sentirem pertencentes ao grupo. 

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De acordo com a liderança, “escolher esperar” não está ligado apenas a convicções religiosas. O adolescente não teria, ainda, segundo ele, capacidade física, psicológica e emocional para ter uma vida sexual ativa e a espera reduziria riscos de gravidez precoce, doenças sexualmente transmissíveis, ansiedade, depressão e automutilação. 

Além disso, para o pastor, a sexualização precoce também levaria a uma maior vulnerabilidade para abusos sexuais. Neste mês, acontece a campanha Maio Laranja de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes e o tema está na pauta nacional. 

“A inocência é peculiar à infância e, nós, como adultos, precisamos defender a inocência das nossas crianças. Existem muitas formas de prática de violência e não respeitar cada fase da vida de uma criança também é uma forma de violência”, comentou. 

Números 

O presidente da comissão, deputado Alcântaro Filho (Republicanos), destacou pesquisa que, segundo ele, revelou que 30% dos adolescentes brasileiros de 13 a 15 anos de idade já deram início à sua vida sexual. Destes, 35% não fazem uso de preservativos.  

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Já o convidado destacou que, em 2021, o Disque Denúncia do Ministério dos Direitos Humanos recebeu 18 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. 

“Enquanto estamos nessa reunião, alguma criança está sendo abusada em algum lugar desse país nesse momento”, alertou. 

O pastor deve auxiliar a comissão na elaboração de políticas públicas ligadas a esses temas. A reunião também contou com a presença do deputado Coronel Weliton e de conselheiros tutelares do município de Colatina. 
 

Fonte: POLÍTICA ES

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