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Parlamentares defendem continuidade do concurso da Polícia Civil

Para Bahiense, concurso é importante para reduzir defasagem no número de servidores da Polícia Civil / Foto: Lucas S. Costa

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O concurso público da Polícia Civil do Espírito Santo voltou a repercutir na sessão ordinária desta quarta-feira (25). O deputado Mazinho dos Anjos (MDB) utilizou a tribuna para ressaltar a dimensão do certame, considerado o maior da história da corporação. Ele também manifestou apoio à continuidade do processo seletivo diante de questionamentos apresentados por candidatos.

Segundo Mazinho, o concurso oferece 1.052 vagas para o cargo de Oficial Investigador de Polícia (OIP), função recentemente criada e aprovada pela Assembleia Legislativa. Ele explicou que a seleção já avançou para a próxima etapa, com a realização do Teste de Aptidão Física (TAF). Além disso, o deputado destacou a expectativa de reforço na segurança pública estadual.

“O concurso foi realizado, em sua grande maioria, dentro da normalidade. Eventuais falhas ou inconsistências não podem levar à anulação total do certame, especialmente quando podem ser corrigidas por medidas menos gravosas”, defendeu.

O deputado também apresentou uma manifestação de candidatos aprovados que defendem a manutenção do concurso. No documento, os participantes argumentam que a anulação seria uma medida desproporcional e pedem que possíveis ajustes sejam feitos sem comprometer a continuidade do processo.

“São pessoas que estudaram, se dedicaram e abriram mão de outras atividades para participar do concurso. É importante garantir tranquilidade para que sigam nas próximas etapas”, completou.

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Reforço no efetivo

Na sequência, o deputado Delegado Danilo Bahiense (PL) reforçou a necessidade urgente de recomposição do efetivo da Polícia Civil no Estado. Ele destacou a defasagem no número de servidores ao longo dos anos e o impacto direto na segurança pública.

“Hoje temos pouco mais de 1.400 servidores para uma população que já ultrapassa 4 milhões de habitantes. Deveríamos ter aproximadamente 7 mil policiais civis”, comparou.

Bahiense também agradeceu ao governador Renato Casagrande (PSB) pela realização do concurso e ressaltou a importância da chegada de novos profissionais para fortalecer o atendimento à população. “Em breve teremos novos servidores para auxiliar no trabalho da Polícia Civil”, disse.

O debate também contou com a participação do deputado Coronel Weliton (PRD), que chamou atenção para a necessidade de acompanhamento rigoroso do concurso por parte do governo estadual e da Secretaria de Segurança Pública.

Segundo ele, há relatos de inconsistências na condução do certame que precisam ser apuradas. Ele também reafirmou a urgência na recomposição do efetivo. “Os plantões das delegacias estão prejudicados. Os servidores querem prestar um serviço de qualidade à população, mas não têm efetivo suficiente para manter as unidades funcionando adequadamente”, afirmou.

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Os parlamentares convergiram na defesa da continuidade do concurso, com a correção de eventuais falhas, garantindo segurança jurídica aos candidatos e contribuindo para o fortalecimento da segurança pública no Espírito Santo.

Violência contra a mulher

Bahiense também se pronunciou, na sessão, sobre o aumento dos casos de violência contra a mulher no Espírito Santo e a falta de estrutura no atendimento às vítimas, especialmente fora do horário comercial.

Segundo o parlamentar, os números de feminicídios seguem em patamar elevado. “No ano passado tivemos 39 feminicídios. Até o dia 24 de março deste ano, já são 33 casos”, alertou.

Bahiense criticou ainda o fim do plantão especializado para atendimento às mulheres na Grande Vitória e a precariedade do serviço no interior do estado. “Atualmente, durante a noite, sábados, domingos e feriados, essas mulheres precisam procurar plantões regionais, onde, muitas vezes, não há sequer delegado ou escrivão. Em mais de 90% dos casos, acabam sendo atendidas por delegados do sexo masculino”, afirmou.

O deputado fez um apelo ao governador Renato Casagrande para que amplie gradualmente o efetivo da Polícia Civil e restabeleça o funcionamento adequado dos plantões, com presença de profissionais suficientes para garantir atendimento especializado às vítimas.

Fonte: POLÍTICA ES

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