O Conselho Regional dos Representantes Comerciais do Espírito Santo (Core-ES) está com a exposição “Do Caixeiro Viajante à Representação Comercial” na Galeria Elpídio Malaquias, na Assembleia Legislativa. A mostra traça uma linha do tempo da profissão, destacando as transformações e desafios enfrentados ao longo das décadas.
Objetos, documentos, registros históricos, vestimentas e ilustrações compõem a cenografia do espaço, que fica aberto ao público até o dia 1º de novembro. Por meio desses artefatos, a exposição busca evidenciar a importância do caixeiro viajante e do mascate na construção do que hoje se conhece como representante comercial.
Para o presidente do Core-ES, Marcelo Simonetti, ocupar a Casa de Leis com a história desses profissionais é importante para ampliar o aprendizado e conquistar novos benefícios.
“Praticamente tudo que nós temos no dia a dia tem a mão de representantes, seja uma peça de roupa, um sapato ou um carro. Sempre há um representante comercial envolvido. Precisamos trazer ao conhecimento da sociedade a importância dessa profissão, bem como a valorização para os próprios representantes”, afirma Simonetti.
Segundo o presidente, o Espírito Santo possui cerca de 20 mil profissionais ativos, enquanto, em âmbito nacional, o número chega a 1 milhão. No Brasil, o mercado é responsável por 20% da geração de riquezas.
Reconhecimento profissional
Proposta em 2018 pelo deputado e atual presidente Marcelo Santos (União), a Lei 10.904 instituiu o Dia Estadual do Representante Comercial, comemorado em 1º de outubro. Desde então, o mês é dedicado a palestras, eventos, exposições e capacitações voltadas para os trabalhadores comerciais.
“A origem de tudo é aqui, a Casa de Leis. Temos uma solução que nos ajudou muito na promulgação da nossa lei. Esse é um bom começo e cabe a nós, como classe, nos unirmos para buscar benefícios, além de promover essa integração com a sociedade e com os políticos”, comemora Marcelo Simonetti.
História
O caixeiro viajante surgiu como um mediador de vendas, que levava novidades e produtos de cidade em cidade. Tradicionalmente, os territórios interioranos eram os mais afetados pela dificuldade de chegada das mercadorias, principalmente devido às condições das estradas. Assim, o transporte utilizado pelos comerciantes passou a ser a mula, o que facilitava o acesso a diferentes áreas e ampliava o número de clientes.
O mascate e o caixeiro se distinguem em duas características principais: enquanto o primeiro era autônomo e responsável por carregar seu próprio estoque de produtos durante as viagens, o caixeiro era empregado, recebia por comissão e vendia produtos que seriam entregues posteriormente.
Com o desenvolvimento das tecnologias de comunicação e o avanço do transporte, as figuras do caixeiro e do mascate foram perdendo força. A instalação de lojas físicas em mais cidades e a ampliação do varejo reduziram a necessidade de tais mediadores.
No entanto, a profissão evoluiu para o representante comercial, com novas dinâmicas e necessidades específicas para o comprador e consumidor contemporâneo.
Fonte: POLÍTICA ES





































