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Hospitais Filantrópicos apresentam resultados em reunião

Fabrício Gaeede (em pé), da Fehofes, destaca entre pontos positivos mais atendimentos e internações / Foto: Lucas S. Costa

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O impacto dos hospitais filantrópicos no atendimento dos capixabas, em especial aqueles que precisam do sistema único de saúde, deu o tom da reunião da frente parlamentar (FP) que trata do tema. A reunião foi realizada nesta terça-feira (11) no Plenário Rui Barbosa.

A data é simbólica, pois lembra o Dia Estadual dos Hospitais Filantrópicos. Representantes dessas unidades e gestores participaram do encontro no qual o presidente da FP, deputado Dr. Bruno Resende (União), destacou a responsabilidade delas na oferta de serviços de média e alta complexidade.

Fotos da reunião

O presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado do Espírito Santo (Fehofes), Fabrício Gaeede, considerou como positivo o desempenho das instituições. A avaliação leva em conta aquelas 17 que adotaram o novo modelo de contato com o Estado há cerca de três anos.

Gaeede descreveu as diferenças nos detalhes técnicos dos instrumentos contratuais, que mudaram: a grosso modo, tiraram o foco do faturamento hospitalar e passaram a ser pautados pela assistência e eficiência. O convidado fez uma comparação entre os dados obtidos entre 2022 e 2024.

Na prática, quando comparados os primeiros semestres desses anos, os resultados apontam para uma evolução das autorizações de internações hospitalares, o que puxou a média mensal de 10.067 para 11.266 (12% de crescimento).

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Já o número de atendimentos ambulatoriais passou de 3.159.917 no primeiro semestre de 2022 para 3.920.762 para igual período de 2024, significando um incremento de 24%. Nessa comparação, também houve registro do aumento de valor faturado da ordem de 23% (chegando a R$ 137.058.291).

De acordo com Gaeede, houve uma queda de desperdício da ordem de R$ 23,9 milhões por mês nessas unidades. Para chegar a esse volume financeiro, ele explicou que o cálculo considerou pontos como a redução da permanência hospitalar, o número de internações e o custo médio da diária.

Para ele, os dados representam esforços no campo da eficiência e economia, como o acréscimo de 60% nas cirurgias eletivas no estado usando os mesmos recursos. “Com o mesmo leito, melhorando a eficiência, nós conseguimos aumentar significativamente a oferta de serviço para a nossa população”, frisou.

O parlamentar Dr. Bruno Resende reconheceu o bom desempenho, “apesar de todas as limitações que ainda temos”. “Com gestão e eficiência, ampliaram (os filantrópicos), com giro de leito, como se tivéssemos construído um novo hospital apenas com a estrutura que nós já tínhamos”, comparou.

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Atualmente, existem 35 hospitais filantrópicos no Espírito Santo (33 associados à Fehofes), totalizando 588 leitos de UTI (72% do total para a rede pública) e 3.557 leitos (87% do total do SUS). Essas instituições representam 53% das internações da rede pública de saúde.

A reunião contou com a presença do membro da FP, o deputado Zé Preto (PP); do subsecretário de Estado da Saúde, Gleikson Barbosa dos Santos; da promotora de Justiça Inês Poldi Taddei; e da representante da Superintendência do Ministério da Saúde Berivânea Oliveira Lisboa Pinto.

Além deles, também compuseram a mesa o ex-deputado e atual diretor do Hospital Materno-Infantil de Vila Velha (Himaba), Dr. Emílio Mameri; o diretor da Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes), Ricardo Ewald; a coordenadora do Núcleo de Saúde do Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES), Maytê Cardoso de Aguiar, entre outros.

Fonte: POLÍTICA ES

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