Quibe, hamburguer, nuggets, almôndega… Essas são algumas delícias que podem ser produzidas a partir da tilápia, agregar valor ao peixe e gerar mais renda para os produtores. As maneiras de beneficiar a tilápia produzida no Espírito Santo foram tema de palestra realizada na tarde desta quinta-feira (6) dentro da programação da 2ª Feira Capixaba da Agroindústria.
O instrutor e consultor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Fabiano Giori relatou um cenário otimista. “Se o piscicultor buscar ajuda nos órgãos competentes, ele pode se capacitar e criar uma infraestrutura para processar a tilápia transformando-a em quibes, fish-burgers, nuggets, almôndegas e outros gêneros alimentícios que podem ser congelados e vendidos para os supermercados”, explicou.
Fabiano disse que muitos produtores de tilápia não ousam ganhar mais dinheiro devido ao desconhecimento das possibilidades que estão postas no mercado, mas se buscarem ajuda em órgãos como o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), as prefeituras e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf-ES), poderão receber as informação que precisam para entrar neste tipo de negócio.
Fotos do 3º dia da Feira Capixaba da Agricultura
Abacaxi
Já o uso do abacaxi na na culinária e na confeitaria foi foco de minicurso comandado pela instrutora do Senar Kelly Fonseca. “No Senar trabalhamos com 30 receitas utilizando o abacaxi, mas para esta feira focamos em ensinar como se faz moqueca de camarão e quiche com abacaxi. É uma delicia”, afirmou.
Ela destacou que a fruta tem uma variada opção de uso podendo agregar valor para quem vive de gastronomia e confeitaria, possibilitando mais sabor às iguarias.
É o caso de Flávia Benetele, que já ganhou dinheiro produzindo doces de abacaxi e agora pretende estender esses conhecimentos para expandir os negócios para o ramo da gastronomia.
“Aqui é só uma mostra; pretendo ir ao Senar aprender tudo o que posso tirar do abacaxi para oferecer pratos deliciosos aos capixabas, possibilitando uma culinária melhor ainda e ganhando algum dinheiro com isso”, afirmou.
Cacau e chocolate
O período da tarde contou ainda com minicurso sobre processamento do cacau e chocolate, ministrado pela professora Patrícia Bernardes, do curso de Engenharia de Alimentos da Ufes (campus Alegre), e pelo gastrônomo e engenheiro de alimentos Stéfano Cypreste. Eles apresentaram origem, cultivo, variedades do cacau, dados sobre a produção e tendências.
Segundo os palestrantes, o Espírito Santo é o terceiro maior produtor de cacau do país, com 45 municípios produtores, sendo Linhares responsável por 70% da produção e 69% dos estabelecimentos com produção de cacau da agricultura familiar.
O processamento do cacau – passando pela colheita, quebra, fermentação, secagem, classificação, seleção, limpeza das amêndoas – e do chocolate – desde a mistura, refino, conchagem, temperagem, moldagem, resfriamento/desmoldagem até o acondicionamento e embalagem – foram detalhados no minicurso.
Já as tendências apontadas no minicurso para o chocolate são produtos saudáveis e sustentáveis: com menos açúcar e maior teor de cacau; versões funcionais, com alto teor de fibras e proteínas; zero lactose; e embalagem sustentável.
Moqueca de tilápia e música
A programação do final desta quinta-feira também teve uma aula show com destaque para a moqueca capixaba. Mas, dessa vez, com um diferencial: o peixe estrela do prato foi a tilápia. Com produção crescente no estado, o peixe de água doce ganhou um toque com molho de camarão preparado por Fabiano Giori.
O cantor sertanejo capixaba Victor Rosa foi a atração de encerramento do terceiro dia da feira.
A feira segue até esta sexta-feira. Confira a programação:
Fonte: POLÍTICA ES







































