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Aprovado acesso eletrônico a processo administrativo

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Em sessão ordinária nesta terça-feira (27), os deputados estaduais aprovaram o Projeto de Lei (PL) 673/2023, do deputado Mazinho dos Anjos (PSDB), que busca dar mais transparência ao andamento de processos administrativos no Estado. A matéria torna obrigatório o acesso público de forma eletrônica a processos de todos os órgãos públicos da esfera estadual, excetuando aqueles que tramitam em sigilo. 

A matéria já estava aprovada nas comissões de Justiça e Finanças. “Atualmente o Governo do Estado do Espírito Santo utiliza o sistema E-Docs, totalmente digitalizado. Embora este sistema tenha permitido considerável celeridade aos processos, mostra-se completamente falho no quesito acesso”, justifica o autor em mensagem anexa à matéria. O mandato aponta ainda que o projeto simplifica procedimentos nas instituições e garante o princípio da ampla defesa e do contraditório.

Fotos da sessão ordinária

Nomes de cargos

Os deputados também aprovaram nesta terça, em regime de urgência, o Projeto de Resolução (PR) 5/2024, de Marcelo Santos (Podemos), que transforma os cargos efetivos de Técnico Legislativo Sênior, em Tecnologia da Informação e em Comunicação Social, respectivamente, em Analista Legislativo, Analista Legislativo em Tecnologia da Informação e Analista Legislativo em Comunicação Social. 

A matéria foi analisada em reunião conjunta das comissões de Justiça e de Finanças e em seguida pelo Plenário em votação simbólica.

Vetos mantidos

Dois vetos analisados durante a sessão foram mantidos, com um deles rendendo mais debates. Trata-se do veto ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 7/2023, de autoria do deputado Delegado Danilo Bahiense (PL), que aumenta a idade máxima de ingresso na Polícia Militar (PMES).

A proposta passaria de 28 para 30 anos a idade limite de entrada no quadro de praças e oficiais combatentes e de 28 para 35 anos para oficiais especialistas. A idade mínima de 18 anos seria exigida na data da matrícula no respectivo curso de formação.

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Ao relatar pela manutenção do veto na Comissão de Justiça, Mazinho dos Anjos explicou que apesar do vício de iniciativa apontado pelo Poder Executivo, há ainda a preocupação de uma legislação com tais alterações impactar em concurso vigente. O governador fez um acordo com o presidente da Ales e com o autor do projeto de encaminhar proposta similar após o certame perder a validade.

Ao abrir as discussões, ainda no colegiado de Justiça, o deputado Callegari posicionando-se contra o veto, chamou o “acordo” de “mais uma tentativa do Executivo não permitir que deputados de oposição aprovem suas matérias”. O deputado liberal defendeu que o PLC corrige injustiça ampliando tempo para um cidadão poder disputar uma vaga, considerando que o povo brasileiro está vivendo mais.

O deputado Coronel Weliton (PRD) chegou a se posicionar contra o veto, defendendo como urgente um aumento na idade média da corporação. Mas após o autor do projeto, Delegado Danilo Bahiense, explicar o diálogo com o Executivo e pedir “mais esse crédito”, Coronel Weliton, como liderança da minoria, encaminhou voto pela manutenção do veto.

No Plenário, o veto foi mantido com 22 votos a favor e 4 contra: Capitão Assumção, Callegari, Lucas Polese – todos do PL –  mais Alcântaro Filho (Republicanos).

Trecho de rodovia

Com 25 votos, outro veto mantido foi ao PL 848/2023, do deputado Marcelo Santos, para incluir no Plano Rodoviário Estadual o trecho que tem início na Rodovia ES 465, ligando a sede do Município de Domingos Martins à Comunidade de Melgaço.  

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Na relatoria da Comissão de Justiça, Mazinho dos Anjos explicou que para a validade de tal matéria seria necessária uma aprovação da Câmara de Vereadores daquele município transferindo o patrimônio para a esfera estadual. 

Tyago Hoffmann (PSB), líder do governo, afirmou que a proposta é importante, mas que haveria um compromisso do governo do Estado pelo estabelecimento de um convênio com a prefeitura de Domingo Martins para que ela possa realizar obra naquele trecho com recursos estaduais.

Baixado de pauta

O PLC 1/2024, que reestrutura a Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES), foi baixado de pauta. A matéria estava em análise na Comissão de Justiça e aguardava parecer oral do relator Mazinho dos Anjos (PSDB). O presidente Marcelo Santos explicou não haver entendimento na comissão sobre a proposta e que o texto substitutivo enviado pela Defensoria não teria tempo hábil para tramitação.

O PLC 1/2024 cria cargos comissionados e altera a estrutura organizacional e a tabela de remuneração dos servidores e a estrutura organizacional. Após Justiça, o texto seria analisado pelo colegiado de Finanças.

Invasão de terras

Ainda durante a sessão ordinária, o presidente da Casa anunciou que os Projetos de Lei (PLs) 197/2023 (Lucas Scaramussa), 199/2023 (Vandinho Leite), 22/2024 (Callegari) e 28/2024 (Lucas Polese) seriam juntados ao PL 166/2023 (também de Lucas Polese). As matérias versam sobre combate à invasão de terras, de rodovias e também em defesa da propriedade privada. 

Os dois projetos mais recentes tiveram regime de urgência aprovado nos dias 21 e 26 deste mês. 

Fonte: POLÍTICA ES

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