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Ales celebra aniversário da Academia Espírito-Santense de Letras

Ocasião também marcou o início do Fórum das Academias de Letras, voltado para o turismo e cultura / Foto: Lucas S. Costa

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Os 104 anos da Academia Espírito-Santense de Letras (AEL) foram o tema central da reunião extraordinária da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), realizada na tarde desta terça-feira (9). O encontro também marcou o início do Fórum das Academias de Letras do estado, dedicado ao debate sobre patrimônio histórico, turismo e valorização cultural.

Fotos da reunião

O presidente da comissão, deputado Coronel Weliton (PRD), destacou a relevância do turismo como motor de desenvolvimento cultural e econômico. “O deslocamento de visitantes, seja em lazer, peregrinações religiosas ou experiências culturais, proporciona aprendizado, trocas imateriais e impacto direto na geração de emprego e renda”, afirmou.

O parlamentar ressaltou ainda a importância histórica da AEL, fundada em 1921, e citou Alarico de Freitas, filho de Afonso Cláudio e um dos fundadores, que presidiu a entidade na década de 1920, período em que muitas reuniões eram realizadas nos gabinetes do Legislativo.

Ao receber a instituição, o parlamentar reforçou que a Ales é um espaço democrático e aberto à sociedade. “Este não é um espaço privado ou restrito. Aqui todas as pessoas e instituições podem vir de forma democrática, independentemente de sua condição social, cor, gênero ou atividade, porque todos têm o mesmo valor”, destacou.

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Fórum

A presidente da AEL, Ester Abreu Vieira de Oliveira, apresentou o Fórum das Academias de Letras como um espaço de interação e aprendizado. Segundo ela, a iniciativa visa promover trocas de conhecimento e experiências, além de debater temas ligados à literatura e à cultura capixaba. “Nosso objetivo é interagir e aprender, apresentando discussões que valorizem a cultura e a literatura do nosso estado”, disse.


Ester acrescentou que a segunda etapa do fórum será realizada no Palácio Sônia Cabral, com a assinatura da Carta Magna do encontro e a apresentação das academias participantes. Ao resgatar a história da instituição, mencionou seus fundadores e enfatizou que o legado permanece vivo. “Foi um sonho plantado em terra fértil, que hoje se expande por vários municípios do Espírito Santo”, pontuou.

Representante dos poetas e trovadores, Clério Borges prestou homenagem à AEL pelos 104 anos e reforçou sua importância como referência cultural do estado. “É uma honra estar aqui comemorando este grande aniversário da nossa Academia, responsável pelas letras, pelas artes e pela cultura do Espírito Santo”, comentou.

Além da homenagem, Clério defendeu maior organização entre as academias capixabas. Inspirado em modelos da Bahia, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, sugeriu a criação de uma federação para coordenar agendas, evitar conflitos de datas e apoiar entidades com dificuldades burocráticas. A proposta poderia ter sede no Espírito Santo, com a AEL liderando o processo, fortalecendo a unidade do movimento literário local.

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A vice-presidente da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras (AFESL) e da AEL, Wanda Alckmin, relembrou a trajetória da instituição fundada em 1949 como a terceira entidade cultural registrada no estado. Criada por mulheres que buscavam dar voz às intelectuais capixabas, a AFESL enfrentou desafios, adormeceu por um período e foi resgatada em 1992 por Maria das Graças Silva Neves e outras acadêmicas. “Somos a continuação dessas mulheres guerreiras que correm com os lobos sem perder a doçura”, relatou.

Wanda destacou ainda a importância de garantir um espaço físico para preservar a memória e os documentos da Academia Feminina, hoje sob a guarda da presidente Ester Abreu Vieira de Oliveira. Segundo ela, o acervo organizado de documentos e obras valiosas garante que a história e o legado das mulheres que construíram a AFESL permaneçam acessíveis às novas gerações e à sociedade capixaba.

A mesa da reunião contou também com a presença do presidente de honra da AEL, Francisco Aurélio Ribeiro; do conselheiro do Tribunal de Contas e acadêmico, Sérgio Aboudib; e do secretário da entidade, Jonas Reis.

Fonte: POLÍTICA ES

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