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Eleições de 2026 são a 16ª no país com utilização de urna eletrônica

Urna eletrônica foi desenvolvida para resolver problemas de fraudes nas eleições / Foto: Arquivo TSE

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As eleições gerais realizadas neste domingo (4) são a 16ª no país com utilização de urna eletrônica. O dispositivo completou, este ano, 30 anos de funcionamento no país. Criado para dar mais segurança e agilidade ao processo de votação, o equipamento eletrônico foi introduzido nas eleições municipais de 1996 e utilizado, até agora, em oito eleições gerais (que definem os ocupantes dos cargos de Presidente da República, senador, deputado estadual e deputado federal).

Acompanhando a evolução tecnológica, de lá para cá foram desenvolvidos 14 modelos diferentes do dispositivo. O secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), Danilo Marchiori, explica que a tecnologia vem sendo aperfeiçoada a cada eleição por um grupo intersetorial de especialistas e monitorada por um comitê formado por variados segmentos da sociedade e importantes instituições do país.

De acordo com o gestor do TRE, todos os processos envolvidos no funcionamento do hardware (urna eletrônica, computador e nobreak) e do software são “robustos e seguros”. Ele lembra que o sistema eletrônico é desconectado da internet, evitando, assim, ataques de hackers.

Sobre a atuação do comitê que fiscaliza a segurança das urnas, Marchiori afirma que as ações são feitas em várias fases, sendo que a Justiça Eleitoral realiza o chamado “teste público de segurança”, que envolve, entre outras instituições, as universidades, o Ministério Público, a Polícia Federal e os partidos políticos, além de pessoas comuns da sociedade.

“Todos têm pleno acesso ao código-fonte, aos detalhes da produção do software e a todos os testes necessários; então é um mecanismo totalmente transparente e auditável; nestes 30 anos (da urna eletrônica) não apareceu nenhuma comprovação de fraude”, detalha.

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Transparência

O secretário de Tecnologia da Informação do TRE destaca também que, quando o mesário digita a senha de encerramento da votação em cada seção eleitoral, o resultado é impresso em papel e distribuído para os partidos políticos, além de afixado na parede para quem quiser conferir.

“Alguém imaginar que corre o risco de algum hacker ou servidor da Justiça eleitoral manipular os votos não faz qualquer sentido, porque o resultado já está disponibilizado nos locais de votação para o público e para os partidos políticos”, reforça.

Alternância de poder

Marchiori observa ainda que já passou pelo crivo da urna eletrônica a eleição de candidatos do centro, da esquerda e da direita, em todas as instâncias de poder político no país. Isso demonstra, na opinião dele, a consolidação da democracia e a consagração da cidadania por meio da alternância da vontade popular.

Para esse domingo, o TRE-ES preparou mais de 10.000 urnas para o pleito. “Todas essas urnas precisam funcionar perfeitamente e isso envolve muito trabalho de preparação, testes, cargas de baterias, para que tudo ocorra sem nenhuma complicação para o eleitor”, ressalta.

O aperfeiçoamento da urna eletrônica ao longo das três décadas pode ser visto no Centro de Memórias do TRE, que funciona na sede do órgão, localizado na Praia do Suá, em Vitória.

Evolução da urna eletrônica: de 1996 a 2004

Como tudo começou

Marchiori relata que em 1995 o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) organizou um grupo de especialistas da Justiça Eleitoral, da Marinha e do Exército, que dominavam a tecnologia na época, para projetar um equipamento de votação, buscando o fim do risco de fraude e mais agilidade na coleta, apuração e divulgação dos resultados.

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A primeira urna eletrônica foi utilizada nas eleições municipais de todas as capitais do país no ano de 1996. “Em Vitória foram 444 equipamentos, e havia uma curiosidade, atrás da urna tinha uma sacolinha preta de papel, e os votos eram recolhidos durante a votação; ou seja, ela ainda tinha o voto impresso”, recorda.

Em 1998, continua Marchiori, devido a problemas técnicos como papel embolando na máquina, causando atraso na votação, o Congresso Nacional aprovou uma lei retirando o voto impresso, o que resultou no modelo totalmente eletrônico em todo o país nas eleições municipais do ano 2000.

“Em 2002 chegaram a retomar o sistema eletrônico com voto impresso, mas os mesmos problemas de papel embolando atrasaram a votação, e nas eleições seguintes tudo passou a ser eletrônico, permanecendo até hoje esse modelo”, cita.

Além dos equipamentos eletrônicos, no Centro de Memórias estão expostas urnas utilizadas no Brasil na Velha República (1889 a 1930), na Era Vargas (1930 a 1945), na chamada 4ª República (1945 a 1964), na ditadura militar (1964 a 1985) e na Nova República. Foram vários os materiais utilizados nos coletores de votos: primeiro, a madeira, depois o ferro e em seguida a lona, fechando o sistema antigo de votação.

Fonte: POLÍTICA ES

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