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MPES realiza XII Simpósio Capixaba de Memória Institucional sobre inteligência artificial e preservação da história

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O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) realizou, nessa quarta-feira (1º), o XII Simpósio Capixaba de Memória Institucional, com o tema “História e Futuro das Escolas Institucionais do Ministério Público em Tempos de Inteligência Artificial”.

Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) e pelo Memorial do MPES, o evento ocorreu de forma virtual, por meio da plataforma Microsoft Teams, reuniu membros, servidores e colaboradores dos Ministérios Públicos, representantes de instituições públicas e privadas e estudantes de todo o país.

A programação abordou os impactos da inteligência artificial em projetos de memória institucional, com foco na preservação documental, no acesso a acervos históricos e em novas formas de interpretação e valorização da história.

Na abertura, o Dirigente do CEAF e Coordenador do Memorial do MPES, Promotor de Justiça Hermes Zaneti Junior, e a Dirigente do CEAF do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Promotora de Justiça Érica Verícia Canuto de Oliveira, deram as boas-vindas aos participantes e destacaram a importância da preservação da memória institucional diante dos desafios impostos pelas novas tecnologias.

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Durante a apresentação, Hermes Zaneti Junior ressaltou que o Simpósio Capixaba de Memória Institucional é realizado desde 2011, com o propósito de fortalecer o debate sobre a história, a identidade e o papel do Ministério Público na sociedade capixaba.

Programação

A primeira mesa do simpósio abordou o tema “O fazer histórico e a manipulação documental na era da inteligência artificial”. O professor titular de Teoria da História da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Julio Cesar Bentivoglio, apresentou os principais desafios da preservação documental na era digital, destacando a necessidade de garantir autenticidade, integridade e rastreabilidade aos documentos eletrônicos.

O professor também ressaltou a importância da governança institucional, da cadeia de custódia e da supervisão humana para prevenir fraudes e assegurar a confiabilidade das informações produzidas e preservadas em ambientes digitais.

Em seguida, a professora do Departamento de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Anita Lucchesi, apresentou reflexões sobre as transformações provocadas pelas tecnologias digitais na pesquisa histórica e na gestão de acervos documentais.

A pesquisadora abordou o papel da inteligência artificial como ferramenta de apoio ao trabalho de historiadores e destacou a necessidade de letramento em IA para o uso crítico e responsável dessas tecnologias na produção do conhecimento e na preservação da memória.

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Trajetória

A segunda mesa teve como tema “Passado e presente do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional”. Na ocasião, o Promotor de Justiça Hermes Zaneti Junior apresentou a trajetória do CEAF e do Memorial do MPES, destacando a contribuição das unidades para a preservação da memória institucional e para o fortalecimento da identidade do Ministério Público.

Encerrando a programação, o jornalista Túllio César de Oliveira Andrade compartilhou a experiência do Memorial do Ministério Público do Rio Grande do Norte, com iniciativas voltadas à comunicação pública, à valorização da história institucional e à aproximação do Ministério Público com a sociedade.

Fonte: MINISTÉRIO PÚBLICO ES

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