Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Tribuna Popular valoriza conselhos comunitários de segurança

publicidade

A Tribuna Popular, realizada durante a sessão ordinária desta quarta-feira (1º), abriu espaço a duas apresentações sobre temas de interesse público. Representantes da Federação Estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública do Espírito Santo (Feconseg) e do Instituto Luiz Braille do Espírito Santo (Ilbes) detalharam o trabalho desenvolvido pelas instituições e apresentaram desafios enfrentados para ampliar suas atuações.

Representando a Feconseg, o tenente-coronel da reserva Sandro Roberto Campos explicou que a entidade, fundada em 2021, busca fortalecer os Conselhos Comunitários de Segurança Pública, espaços de diálogo entre a sociedade e o poder público.

Segundo ele, o estado chegou a ter 114 conselhos em funcionamento no fim da década de 1990, mas atualmente são apenas 8. “Os impactos foram extremamente nocivos. Hoje estamos com apenas 7% da quantidade de conselhos que já tivemos no Espírito Santo”, afirmou.

Campos explicou que a federação tem concentrado esforços em três frentes. “Os principais desafios estão centrados na sustentabilidade desses espaços, na capacitação e no isolamento institucional. Não adianta criar um conselho se ele não consegue se comunicar e atuar em conjunto com as instituições públicas”, observou.

O representante da entidade também apresentou o planejamento estratégico da federação para o período de 2025 a 2029 e informou que um projeto de lei para fortalecer os conselhos foi encaminhado à Secretaria de Estado da Segurança Pública. “Projetamos chegar a 110 Conselhos Comunitários de Segurança Pública distribuídos pelo estado”, destacou.

Autor do requerimento que possibilitou a participação da Feconseg na Tribuna Popular, o deputado Coronel Weliton (DC) falou sobre a importância da atuação dos conselhos junto às comunidades.

“Quando vocês doam o tempo de vocês, estão dedicando a vida a uma causa coletiva. Os conselhos conseguem identificar demandas que o poder público muitas vezes não alcança e fazem essa ligação entre a comunidade, o terceiro setor e as instituições”, afirmou.

Leia Também:  Infraestrutura rodoviária é pauta em discursos

Instituto Luiz Braille

Após a fala de Campos, foi a vez de a presidente do Instituto Luiz Braille do Espírito Santo, Elizabeth Mutz Nascimento, apresentar o trabalho desenvolvido pela instituição, que há 72 anos atua na inclusão de pessoas com deficiência visual.

“Temos mais de 300 pessoas cadastradas e oferecemos habilitação, reabilitação, oficinas de braille, orientação e mobilidade, informática adaptada, além de incentivo ao esporte e à participação em atividades culturais”, explicou.

Elizabeth Nascimento pontuou que o atendimento alcança moradores de diferentes regiões do Espírito Santo, mas esbarra em dificuldades de deslocamento. “A principal dificuldade que as pessoas enfrentam hoje é o transporte. Muitos usuários do interior não conseguem chegar ao instituto e acabam ficando sem atendimento e sem conhecer as possibilidades de inclusão a que têm direito”, disse.

Ela também ressaltou que todos os serviços oferecidos são gratuitos e que a instituição depende, atualmente, principalmente de doações. “Hoje vivemos basicamente de doações de pessoas físicas e jurídicas. Temos demanda, mas não damos conta de atender. Precisamos ampliar os atendimentos em áreas como informática adaptada, orientação e mobilidade, atendimento psicológico, terapia ocupacional e fisioterapia”, defendeu.

A presidente aproveitou a participação na Tribuna Popular para pedir apoio aos parlamentares. “Vamos bater à porta de cada gabinete para solicitar recursos. Esperamos contar com o apoio dos deputados para que o instituto possa prestar um serviço ainda melhor do que já presta”, declarou.=

Leia Também:  Comissão de Cultura aprova quatro projetos de lei

A professora de Orientação e Mobilidade do Ilbes, Luciana Alvarenga, chamou atenção para a necessidade de ampliar as políticas públicas voltadas às pessoas surdocegas e de investir em tecnologias assistivas. “Todas as tecnologias assistivas existem e nós queremos colocá-las à disposição dos nossos usuários. O que não pode acontecer é a pessoa ficar sem acesso e sem inclusão”, defendeu.

Ela também cobrou melhorias na acessibilidade de espaços públicos. “Não podemos admitir shoppings sem piso podotátil nem que pessoas com deficiência visual ainda dependam de terceiros até para embarcar em um ônibus”, acrescentou.

Coronel Weliton manifestou apoio às reivindicações apresentadas pelo instituto e destacou que a Assembleia contribuirá com a produção de uma versão em braille do Manual de Identificação do Espectro Autista.

“Nós ainda temos muito a fazer para dar um mínimo de dignidade a esse instituto, que acolhe pessoas de todo o Espírito Santo. Tenho certeza de que os deputados são sensíveis a essa causa”, concluiu.

Na Tribuna desta quarta-feira, também estava prevista a abordagem sobre a literatura como ferramenta de ressocialização em presídios. No entanto, a apresentação não ocorreu.

Tribuna Popular

A Tribuna Popular está prevista no artigo 269 do Regimento Interno da Ales e é realizada na primeira quarta-feira de cada mês, durante o Grande Expediente da sessão ordinária. O espaço é destinado a convidados indicados pelos deputados para abordar temas de interesse público previamente definidos. Cada participante tem até 15 minutos para a exposição, sendo vedada a participação de detentores de mandato eletivo ou a abordagem de assuntos de interesse exclusivamente pessoal.

Fonte: POLÍTICA ES

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade