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Ales vai acompanhar parceria público-privada de saneamento básico

Reunião foi realizada na manhã desta terça-feira / Foto: Lucas S. Costa

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A Comissão de Meio Ambiente tratou, em reunião nesta terça-feira (30), da Parceria Público-Privada (PPP) para esgotamento sanitário firmada, a partir de um leilão, entre a Cesan e a empresa Acciona Água Brasil. O contrato, com vigência de 23 anos, inclui oito municípios: Guarapari, Viana, Castelo, Afonso Cláudio, Anchieta, Iúna, Ibatiba e Irupi. O investimento inicial de operação é de R$ 464 milhões, além de R$ 1,4 bilhão em despesas operacionais.

Fotos da reunião

A Acciona é uma empresa global, de origem espanhola, presente em mais de 40 países. Além de compreender os detalhes do que foi contratado pelo poder público, o presidente do colegiado, deputado Gandini (Podemos), destacou a importância de acompanhar a execução do serviço.

“A ideia é fazer essa reunião periodicamente de forma a acompanhar esse contrato. Precisamos lembrar que estamos falando de um tema que impacta muito a saúde das pessoas e o meio ambiente, que é o saneamento básico“, disse Gandini.

Meta de saneamento

A contratação tem como referência o Novo Marco Legal do Saneamento Básico, criado com a Lei Federal 14.026/2020. O objetivo principal é a universalização dos serviços até 31 de dezembro de 2033, garantindo o atendimento de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto.

Representando a empresa Acciona, Brenno Machado falou sobre o modelo de contratação. “Nosso contrato com a Cesan é uma parceria público-privada, que é o modelo mais comum de contrato no Brasil para o esgotamento sanitário dentro da proposta de atingir a universalização dos serviços até 2033, uma meta estabelecida por lei. Nós participamos do leilão para a contratação em junho de 2025, iniciamos os trâmites legais, com a entrega de projetos e planos de serviço, e iniciamos as operações em maio deste ano”, explicou o diretor da prestadora de serviços.

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Segundo ele, o maior volume de obras, que inclui ampliação de redes e construção de estações de tratamento, ocorrerá nos municípios de Viana e Guarapari. “A meta estabelecida em lei é atender 90% da população com coleta e tratamento de esgoto. Os municípios de Afonso Cláudio, Ibatiba, Iúna, Castelo e Irupi já conseguem alcançar essa meta, demandando algumas estratégias para melhorar o serviço. Em Viana e Guarapari temos o maior volume de obras, que serão realizadas até 2028. Nossa meta é cumprir a exigência legal nesses dois municípios até 2028 e em Anchieta até 2030”.

O contrato está na etapa de “arranque”, segundo o gestor da Acciona. “A qualidade das obras e a credibilidade são muito importantes para a nossa empresa. Nós estamos na fase que chamamos de ‘arranque’, que é o início do projeto executivo e as validações topográficas. O contrato prevê a construção de 384 quilômetros de rede, construção ou ampliação de 67 unidades de bombeamento e cinco estações de tratamento. A maior parte dessas intervenções, concentrada nos dois primeiros anos do contrato”.

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Brenno Machado também falou sobre os impactos locais da atividade. “Já estamos trabalhando com um impacto positivo na geração de empregos, com quase 160 empregos diretos criados e 46 serviços indiretos contratados. Nossa empresa também está atenta à contratação de mulheres. Nossa área apresenta uma dificuldade de contratação feminina, sobretudo no trabalho de campo, mas nós estamos tentando compensar isso nos serviços administrativos e de gestão, hoje com 34% dos quadros ocupados por mulheres”, disse.

A reunião contou com a presença do gerente da Unidade de Gerenciamento de PPPs da Cesan, Douglas Oliveira Couzi. “A Cesan tem avançado muito nessa meta de universalização de esgoto e vamos dar um passo a mais e acelerar o processo com as PPPs. Temos condições plenas de atender o Novo Marco Legal do Saneamento até 2033”, disse.

O diretor de Saneamento da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (Arsp), Mamoru Togawa Komatsu, ressaltou o equilíbrio entre as partes envolvidas, visto que a agência será a fiscalizadora do contrato. “Saneamento é um investimento em saúde e qualidade de vida. E nós trabalhamos dentro do equilíbrio entre o usuário, o poder público e a empresa contratada com base em segurança jurídica e avaliação contínua. Estamos à disposição e abertos ao diálogo sempre pensando na qualidade do serviço para o cidadão”, disse Komatsu.

Fonte: POLÍTICA ES

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