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Tribuna Popular: membro da OAB defende políticas de saúde do trabalhador

“Um trabalhador morre a cada três horas e meia por acidente de trabalho”, disse Camelo / Foto: Lucas S. Costa

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A Campanha Abril Verde, voltada à prevenção de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, foi destaque na Tribuna Popular durante o Grande Expediente da sessão ordinária desta quarta-feira (1º), na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). O tema trouxe dados considerados alarmantes sobre a realidade no país e no estado e reforçou a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção do trabalhador.

Representando a Comissão de Acidente de Trabalho da OAB-ES, Pedro Henrique Silva Camelo apresentou um panorama detalhado da situação. Segundo ele, entre 2012 e 2022, o Brasil registrou cerca de 6,7 milhões de acidentes de trabalho, com quase 25,5 mil mortes. “Isso significa que um trabalhador morre a cada três horas e meia por acidente de trabalho”, afirmou.

No Espírito Santo, entre 2022 e 2024, foram contabilizados 49.473 acidentes, com crescimento contínuo dos registros. O expositor também destacou o avanço dos afastamentos por transtornos mentais, especialmente no período pós-pandemia, e os impactos sociais e econômicos dessas ocorrências.

A participação foi proposta pela deputada Iriny Lopes (PT), mas conduzida pelo deputado João Coser (PT), que ressaltou a gravidade dos números. “A gente sabe que os números são significativos, mas não imaginava que eram tão chocantes assim”, disse.

Saúde visual e optometria

A presidente da Câmara Regional de Óptica e Optometria do Espírito Santo, Andressa Figueira, abordou a importância da optometria na atenção primária à saúde e na prevenção de problemas visuais. Ela destacou que a saúde visual está diretamente ligada à aprendizagem, produtividade e inclusão social, além de impactar a qualidade de vida da população.

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Segundo a especialista, a atuação do optometrista envolve avaliação funcional da visão, identificação de problemas refrativos e acompanhamento da visão binocular, contribuindo para a detecção precoce de alterações. “A saúde visual tem que estar integrada à saúde como um todo, porque impacta na aprendizagem, na produtividade e na inclusão social”, afirmou.

O tema foi levado pelo deputado Coronel Weliton (DC), que defendeu o fortalecimento da categoria. “Chegou o momento de darmos voz a vocês para que se consolidem como profissão em todo o Espírito Santo”, pontuou.

Capelania escolar e apoio emocional

A Tribuna Popular também abriu espaço para o projeto Viver Escola – Capelania Escolar, apresentado por Estela de Amorim Ribeiro Mendes. A iniciativa atua com apoio emocional, social e espiritual dentro das escolas, com foco no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. Durante a apresentação, foram citados desafios como ansiedade, depressão, bullying, violência e falta de perspectiva entre os jovens.

O projeto atua por meio de escuta, orientação e acompanhamento em momentos de crise, com participação de voluntários. “Trabalhamos com apoio emocional, social e espiritual, promovendo equilíbrio e fortalecimento pessoal de crianças e adolescentes”, explicou.

O deputado Delegado Danilo Bahiense (PL) destacou a importância da iniciativa. “Já temos um projeto de capelania tramitando na Casa e estamos à disposição para avançar nessa pauta”, afirmou.

Atropelamento de animais e impactos ambientais

A diretora-presidente do Instituto Ambiental Reluz, Renata Bonfim, chamou atenção para o problema do atropelamento de animais em rodovias capixabas, apontado como um dos principais fatores de perda de biodiversidade.

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Ela explicou que a expansão das rodovias e o crescimento urbano têm intensificado a fragmentação de habitats naturais, aumentando os riscos para a fauna. “É uma tragédia silenciosa que tem dizimado grande parte da biodiversidade no nosso estado”, alertou. A participação foi solicitada pela deputada Janete de Sá (PSB).

Concursos públicos e questionamentos

O tema dos concursos públicos também esteve em debate. Rixon Pinheiro da Silva apontou possíveis falhas no edital do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), especialmente em cláusulas que limitam o número de candidatos nas etapas seguintes.

Segundo ele, as regras podem reduzir o cadastro de reserva e comprometer a eficiência do certame, que teve custo superior a R$ 4,5 milhões. “Nosso pedido é por diálogo e correção de um edital que pode gerar prejuízo e reduzir o número de candidatos”, afirmou.

A deputada Camila Valadão (Psol) defendeu a intermediação junto ao governo. “Queremos um resultado justo, que amplie o número de candidatos e fortaleça o serviço público”, disse.

Também sobre concursos, Patrick Ferreira da Silva questionou a aplicação da lei de cotas no certame da Polícia Civil. Ele apontou possível descumprimento da legislação. “Não se trata de interpretação, mas de descumprimento da lei, o que compromete a credibilidade do processo”, declarou. O tema foi levado pelo deputado Capitão Assumção (PL).

A Tribuna Popular é um espaço destinado à participação da sociedade civil nas sessões da Ales, permitindo que diferentes segmentos apresentem demandas diretamente aos parlamentares.

Fonte: POLÍTICA ES

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