Uma noite para valorizar a poesia capixaba. Assim foi a solenidade que lembrou o Dia Municipal da Trova (4 de outubro). A data foi comemorada pela Assembleia Legislativa (Ales) na quinta-feira (9), ocasião em que o Auditório Hermógenes Lima Fonseca foi palco de diversas atividades culturais envolvendo literatura, música e teatro. Novos imortais tomaram posse.
O evento foi promovido pela Academia Capixaba de Letras de Poetas e Trovadores (ACLAPTCTC), que agradeceu o espaço aberto pelo deputado Coronel Weliton (PRD). “A casa é de vocês”, frisou o parlamentar aos membros da entidade – que não conta com sede formal. Ele prometeu protocolar um projeto de lei para criar o Dia Estadual da Trova.
Coronel Weliton também contou que vai elaborar propostas de lei para que academias de letras de diversas naturezas e localidades no Espírito Santo sejam consideradas patrimônio cultural imaterial e de utilidade pública. O objetivo dessas iniciativas é fortalecer essas instituições, que acabam enfrentando obstáculos com o baixo financiamento.
O deputado reconheceu o empenho dos integrantes da academia, “cada um da sua maneira, mas todos juntos” na construção da cultura dentro da sociedade capixaba.
Atividades
Além de uma peça teatral encenada ao som de músicas antigas, o evento marcou o lançamento de duas obras produzidas por acadêmicas: “Diferentes Gerações, um mesmo amor: Raquel e Margarida”, de Margarida Drumond de Assis; e “Eu sou a Luz do Mundo”, escrito por Maria Aparecida de Andrade Almeida.
O ponto alto foi a nomeação de novos imortais para a academia de trovadores. Além de poderem usar a tradicional Veste Talar da Pelerine, os integrantes perpétuos foram agraciados com certificado e medalha acadêmica. Logo depois fizeram o juramento.
Os novos membros são Raimundo Colares Ribeiro, Kátia Maria dos Santos Colares Ribeiro, Maria Aparecida de Andrade Almeida, Ana Carolina de Pinho Simas de Oliveira, Michelle Fagundes Soares, Rita de Cássia Castro Fernandes dos Santos, Cristiana Ana Lima, Adalberto Rolón Valdívia Neto, Emílio Mário da Silva Vieira, Rafael Souza do Rosário, Tomaz Silva dos Santos, Carla Lessa, Marivalda Silva Soares e Jonacir Costa.
Relevância e desafios
“Sou poeta trovador, Clério Borges de Santana. Vou falar com muito amor, de um tema bem bacana. Vitória, não é somente a terra, o céu, o mar. É mais, é a alma de sua gente, um povo alegre a cantar”. Com essa trova, o presidente da academia enalteceu as atividades realizadas pelo grupo, que não se limita a atuar só no Espírito Santo.
Segundo Clério Borges, neste ano, o Congresso Brasileiro de Poetas e Trovadores foi realizado na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. E para o próximo ano o encontro deve ser promovido em Belo Horizonte ou em Formiga, ambos em Minas Gerais. O movimento indica a relevância da agremiação para o segmento no país.
“Iniciamos no Brasil um novo movimento em torno da trova chamado neotrovismo”, rememorou o imortal ao frisar a contribuição do Clube dos Trovadores Capixabas (CTC), fundado em 1980, para ajudar a disseminar essa poesia popular por meio de encontros e seminário por todo o país. Em 2017 o CTC acabou dando origem à atual academia de letras.
Diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela associação, cuja sede informal é a casa do presidente, Clério revelou que o deputado Coronel Weliton destinou R$ 35 mil via emenda parlamentar para a entidade. Mas revelou que trabalha para destravar a burocracia documental e viabilizar o recebimento do recurso.
De acordo com ele, a verba será utilizada para que a academia possa promover o Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores.
Fonte: POLÍTICA ES








































