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Protocolo pode ajudar a evitar casos de câncer de intestino

Câncer colorretal é o segundo mais comum em homens e mulher, aponta médica / Foto: Lucas S. Costa

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“A maioria dos pacientes são diagnosticados numa fase avançada”. Assim a médica e coordenadora do Março Azul, Roseane Bicalho, se referiu ao câncer de intestino na Tribuna Popular desta quarta-feira (12). De acordo com ela, há previsão de mais de 60% de aumento desse tumor até 2030. Em 2023, foram registrados 884 novos casos no Espírito Santo em pessoas com menos de 50 anos.

A convidada ressaltou que o câncer colorretal é o terceiro que mais mata, tanto em homens quanto mulheres, e o segundo em incidência. No entanto, frisou que é prevenível, daí a importância da campanha no sentido de se evitar o surgimento de tumores por meio do trabalho de prevenção primária e secundária.

“A sobrevida depende do momento do diagnóstico, quanto mais tardio menor a chance de a gente conseguir curar esse paciente. Se a doença estiver localizada nós conseguimos uma chance de cura de até 90%. E apenas 9% se a doença já estiver em metástase”, afirmou a especialista.

Nesse contexto, a prevenção primária é focada no grupo dos jovens, ela se relaciona com a adoção de dieta saudável, atividade física e evitar tabaco e álcool. Esse comportamento, conforme a médica, reduz em até 85% os fatores que predispõem o câncer de intestino.

Fotos da sessão

“Mas nós temos a importância muito grande hoje de focar na prevenção secundária, que é aquela fase que a gente detecta as lesões e retira antes de o câncer aparecer”, explica. São lesões como pólipos ou adenomas ou lesão serrilhada séssil que demoram 10 anos para evoluir para um tumor.

“Então é um absurdo a gente deixar esse paciente sem a realização da colonoscopia que deve ser feita a partir dos 45 anos”. De acordo com ela, três em cada dez pessoas têm essa lesão, normalmente sem sintomas, que só aparecem em fase mais avançada, com sangramento ou anemia.

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Ela pediu apoio dos deputados para que seja implementado um protocolo já entregue à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orientando sobre a prevenção primária e secundária, com a oferta de exames preventivos para toda a população com risco médio a partir dos 45 anos de idade.

O deputado Dr. Bruno Resende (União), que indicou a participante, reforçou que o câncer colorretal é prevenível e evitável. O parlamentar cobrou a implantação de centros de referência para o tratamento das lesões iniciais nas colonoscopias. “Isso é um problema porque nós diagnosticamos e não conseguimos fazer a intervenção no mesmo tempo”.

Região dos Imigrantes

A segunda convidada da Tribuna Popular foi Edvânia Fiorotti Caldeiras, que usou seu tempo para falar dos potenciais turísticos da Região dos Imigrantes, a convite do deputado Adilson Espindula (PSD). “Somos oito cidades que contemplam a região, que são as cidades que têm as suas raízes, a sua história, a sua paixão em receber bem”, disse a convidada.

Edvânia Caldeiras citou cada uma das cidades destacando seus potenciais. De Ibiraçu ela destacou o pastel com caldo de cana, o mosteiro budista e o Santuário de Nossa Senhora da Saúde. De Itaguaçu, as igrejas e as paisagens naturais, como a formação rochosa dos Cinco Pontões. De Itarana, a hospitalidade dos moradores e a culinária, citando o achachairu (fruta) e o tombo da papa de milho. Santa Teresa recebeu a reverência por ser a terra dos colibris, além da primeira cidade fundada por italianos no Brasil e pelos eventos culturais.

A entusiasta da região seguiu seu relato falando sobre João Neiva, destacando o Jequitibá Rosa, os violinos e os queijos produzidos no município. Ao falar de Santa Leopoldina, a convidada afirmou que o município é o berço da colonização no Espírito Santo, além de ser a Capital do Gengibre e a “Terra das Cachoeiras”. De Santa Maria de Jetibá ela lembrou das fortes raízes pomeranas. Finalizou falando de São Roque do Canaã, com enfoque para a produção de cachaça e cerâmica no município

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“Somos uma região deliciosamente natural, calorosamente apaixonada e orgulhosamente autêntica. Uma região vibrante, diversa e acolhedora, sendo um caldeirão cultural, cheio de experiências incríveis e autênticas. (…) Sendo uma região próspera com turismo, pensando na sustentabilidade, na preservação e na integridade dos seus recursos naturais, construindo um destino turístico planejado, organizado e inteligente”, concluiu.

Instituto Pró-Vida

A presidente do Instituto Pró-Vida, Fátima Miguel, foi a última a usar a tribuna na sessão ordinária, para falar sobre o trabalho da instituição, a convite do deputado Callegari (PL). “Nós tratamos das mulheres, da dignidade da vida humana e, principalmente, a questão da maternidade. Nós fazemos um trabalho junto com as gestantes, essas 22 gestantes que hoje nós atendemos nos bairros São Pedro e Tabuazeiro, muitas delas são adolescentes”, explicou.

Dentre os serviços oferecidos pelo instituto, a convidada destacou o acompanhamento psicológico, realização de exames e consultas, além de ajuda financeira. “A gente conversa com essas moças e explica que a maternidade não surge com o nascimento da criança. A maternidade surge no momento que a mãe tem consciência de que aquele filho está ali. Mãe e filho se tocam pela primeira vez quando ela descobre que está grávida, ela é mãe daquele filho”, opinou.

Fonte: POLÍTICA ES

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