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Deputados repercutem desfile de escola de samba de Cariacica

Polese comenta nota do prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, sobre repasse de recursos à escola / Foto: Lucas S. Costa

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O desfile da Escola de Samba Independentes de Boa Vista, do município de Cariacica, segue causando repercussão no Plenário da Assembleia Legislativa (Ales). Nos pronunciamentos da sessão de terça-feira (25), o deputado Lucas Polese (PL) e a deputada Camila Valadão (Psol), divergiram sobre o tema abordado pela agremiação, que homenageou o fotógrafo Sebastião Salgado. A polêmica se deu especialmente sobre uma das alas que retratou a história do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). O assunto voltou a ser debatido pelos parlamentares na sessão desta quarta-feira (26).

A polêmica aumentou após o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), anunciar, por meio de nota, que não fará mais repasse financeiro para a escola após o desfile desse ano. A deputada Iriny Lopes (PT) saiu em defesa da agremiação. “Aproveito aqui para deixar a minha solidariedade à Escola de Samba Independentes da Boa Vista, que foi vítima hoje de uma nota muito descabida, que tenta, acho, na minha opinião, por parte do prefeito municipal, o Euclério Sampaio, prejudicar a escola”, afirmou.

“Quem conhece os quesitos para participar de uma disputa numa escola de samba sabe que tudo que diz respeito à personagem ou ao tema do enredo não pode ser esquecido ou largado de lado por razões ideológicas, políticas, religiosas, seja lá o que for. Perseguição em função da participação, a citação do Movimento Sem Terra, que gerou um livro e foi uma das maiores exposições que Sebastião Salgado fez no mundo”, ressaltou a petista.

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“Ele rodou o mundo com a Exposição Terra, que gerou um livro que todos os países publicaram. Então, fica aqui ao presidente Chumbrega e à diretoria e a toda comunidade da Boa Vista nosso abraço, sabendo que respeitaram os quesitos cobrados em relação ao seu enredo e não cometeram a insensatez de por razões de natureza outra ter excluído uma parte fundamental da obra de Sebastião Salgado”, concluiu Iriny.

Fotos da sessão

O deputado Lucas Polese, que na sessão anterior já havia feito críticas ao enredo da agremiação, voltou a fazer críticas e saiu em defesa do prefeito do município. “Quero parabenizar o prefeito Euclério. Pela nota honrada, mostra porque foi eleito com 88% dos votos na cidade, e que sabe ouvir a voz das ruas e da população. Importante mostrar a realidade, a Exposição Terra, por exemplo, acontecia no mesmo contexto em que Zé Rainha [ex-líder do MST] assassinava policiais, fazendeiros aqui no nosso estado, promovendo as maiores barbáries aqui no Espírito Santo”, opinou o parlamentar.

“A realidade do que é esse movimento criminoso e terrorista é um absurdo, é um descaso com a população, com tantas demandas muito mais importantes. Dinheiro público está sendo usado para financiar apoio ou apologia a movimento criminoso que invade, coage, expropria, rouba propriedades privadas alheias”, acrescentou Polese.

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Denninho Silva (União) também se manifestou sobre o assunto. “Nós sabemos que esse Movimento sem Terra é um bizarro, é uma falta de respeito. Tomar terra das pessoas que trabalham a vida toda para conseguir comprar e a pessoa vai lá e invade. Ações criminosas. E o prefeito Euclério Sampaio não vai defender essas bandeiras criminosas no estado do Espírito Santo”, considerou.

O deputado Capitão Assumção (PL) também defendeu a nota de Euclério Sampaio. “Dinheiro público é coisa muito séria. Na medida em que o prefeito acredita que a Escola de Samba vá fazer algo produtivo, cultural, mostrando as riquezas do município de Cariacica ou até mesmo do Estado Espírito Santo, mas não, vão lá para poder levantar a bola de uma facção criminosa”, argumentou.

Outro parlamentar que manifestou apoio ao prefeito foi o deputado Callegari (PL). “Mas aí vem a pergunta, não pode fazer apologia ao MST, Calegari? Uma escola de samba que usa dinheiro público? Não, não e não. Porque o que é o MST, se não uma organização terrorista, que promove a invasão de terras, de propriedade privada, que destrói o campo, que incendeia, que mata animais? Então não faz sentido o incentivo público a quem faz apologia ao crime que hoje é representado no campo pelo MST”, disse.

Fonte: POLÍTICA ES

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