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Projeto destaca importância de trancistas para a cultura afro

Camila Valadão afirma que data reconhece importância de trancistas no combate a estereótipos / Foto: Lucas S. Costa

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Instituir no Espírito Santo o Dia da Pessoa Trancista, a ser comemorado todos os anos no dia 6 de junho. Esse é o objetivo do Projeto de Lei (PL) 405/2024, protocolado na Assembleia Legislativa (Ales) pela deputada Camila Valadão (Psol).

O intuito é que essa data seja voltada para valorizar a contribuição desses e dessas profissionais na preservação da cultura afro-brasileira e na autoestima da população negra. A iniciativa inclui o dia no anexo único da Lei 11.212/2020, que consolida toda a legislação em vigor referente às semanas e aos dias/correlatos estaduais comemorativos de relevantes datas e de assuntos de interesse público no Estado.

Identidade racial

Na justificativa da proposição, a parlamentar diz que a data é uma homenagem a Idalice Bastos, a “Dai”, uma das precursoras das técnicas afro no mundo da beleza. Ela foi uma mulher negra, de origem pobre, que se destacou na luta pela autoestima e valorização identitária das pessoas negras.

“Aos 12 anos começou a trabalhar como ajudante em um salão de beleza, onde se tornou manicure. Mas a paixão pelos cabelos era latente, começando a trabalhar com os fios crespos ainda na adolescência. Em 1972, Dai inovou no Rio de Janeiro, oferecendo alternativas ao alisamento com soda cáustica, como as tranças e também cuidados específicos para os cabelos crespos”, ressalta.

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Camila ainda salienta que Dai fundou a ONG Afrodai, responsável por capacitar mais de mil jovens em situação de vulnerabilidade por meio do conhecimento e da conscientização racial, oferecendo um espaço acolhedor e valorizando a beleza natural dos cabelos crespos.

Por fim, a deputada frisa que as tranças africanas representam um legado ancestral e simbolizam resistência e empoderamento para as comunidades negras. “Ao instituir essa data, reconhecemos a importância dessa expressão cultural, combatemos estereótipos e fomentamos a discussão sobre a identidade afro-brasileira”, conclui.

Se a proposta for aprovada e virar lei, a alteração na norma entra em vigor na data de sua publicação em diário oficial.

Andamento

A matéria foi encaminhada para análise conclusiva da Comissão de Justiça.

Acompanhe a tramitação do PL 405/2024

Fonte: POLÍTICA ES

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