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Tombamento da Basílica de Santo Antônio em pauta

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A necessidade de restauração e manutenção da Basílica de Santo Antônio, em Vitória, foi pauta na reunião desta terça-feira (4) da Comissão de Cultura. Os participantes defenderam o tombamento da edificação datada do século XX e inspirada na arquitetura renascentista.

O pároco e reitor do Santuário Basílica de Santo Antônio, Marcos Dias de Salles, lembrou que a basílica foi reconhecida por lei em 2020 como patrimônio histórico material do Espírito Santo. No entanto, a medida não garante a participação em editais públicos para angariar fundos para conservação da edificação.

“O tombamento nos permite ter acesso a recursos privados e públicos que possam nos ajudar no restauro, na manutenção, para não deixar que esse patrimônio seja esvaziado e deteriorado pelo tempo. A última grande restauração tem quase dez anos. Então não dá para se manter uma edificação desse porte tanto tempo sem ter uma manutenção mais adequada. Eu diria que não é crítico, mas é preocupante. A gente precisa acelerar esse processo”, reforçou Michel Pessoa, membro do Conselho Administrativo Paroquial da Basílica de Santo Antônio.

Segundo o membro do conselho, o templo representa não apenas beleza arquitetônica, mas também fortalece a espiritualidade e a identidade cultural da região.

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Fotos da reunião

Tombamento

Tombamento é o processo pelo qual uma edificação é oficialmente reconhecida e protegida pelo poder público. Quando uma edificação é tombada, ela adquire um status legal especial que implica restrições e responsabilidades tanto para seus proprietários, quanto para as autoridades responsáveis pela sua preservação.

A presidente da Comissão de Cultura, deputada Iriny Lopes (PT), explicou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desempenha um papel fundamental no processo de tombamento de patrimônios materiais no Brasil. O colegiado vai atuar junto ao órgão para buscar atender a demanda da comunidade paroquial de Santo Antônio.

“Quero destacar a importância desse tombamento, porque a Basílica de Santo Antônio é um dos marcos mais importantes, tanto religioso quanto de arquitetura e de cultura, na cidade de Vitória e no estado. Nós já fizemos contato com o Iphan, que vai nos assessorar, vai nos ajudar na formulação do processo de pedido de tombamento. Então, a solução já está à disposição, é o órgão que efetivamente trabalha e tem a prerrogativa de mexer com esse assunto”, explicou Iriny.

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A iniciativa foi sustentada pelo deputado Sergio Meneguelli (Republicanos), membro efetivo da Comissão de Cultura. “Realmente, eu achei muito produtiva a vinda de vocês aqui hoje e já vamos atuar para ter frutos. O tombamento traz uma proteção muito grande, principalmente pelo governo federal. Então, nós apoiamos essa ideia e vamos pedir urgência, já que no próximo dia 13 de junho é o dia de Santo Antônio”, declarou Meneguelli.

História

O santuário foi construído entre 1956 e 1976, no bairro Santo Antônio, em Vitória. A obra foi inspirada na arquitetura renascentista da Igreja de Nossa Senhora da Consolação, em Todi, Itália.

Em 2008, o Vaticano o transformou em basílica, a única do Espírito Santo, um título honorífico concedido a alguns templos católicos em todo o mundo que se destacam pela “beleza artística, pela transmissão da fé e pela vivência cristã”.

Em 2020 a basílica foi reconhecida como patrimônio histórico material do Espírito Santo, pela Lei 11.145/2020, de autoria do deputado Gandini (PSD).

Fonte: POLÍTICA ES

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