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Sessão solene homenageia Campanha da Fraternidade

Foto: Lucas S. Costa

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Com o tema em 2025 “Fraternidade e Ecologia Integral”, a Campanha da Fraternidade da Igreja Católica recebeu homenagem em sessão solene na Assembleia Legislativa (Ales) na manhã desta quinta-feira (10). A iniciativa proposta pelo presidente Marcelo Santos (União) contou com a presença do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) e de autoridades eclesiásticas.

Fotos da sessão solene

Entre elas estavam o arcebispo metropolitano de Vitória, dom Ângelo Ademir Mezzari, recém-nomeado ao posto, e o bispo de Colatina, dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa. Ambos os convidados foram homenageados com placas.

O presidente Marcelo Santos destacou que a atuação das igrejas vai além da evangelização. “A igreja tem um papel social que ultrapassa a parede do seu templo, ela alcança onde o braço do Estado ainda não alcançou. E na maioria das vezes, nós membros da igreja não reconhecemos ou não temos noção da importância desse papel da igreja”, avaliou.

“Hoje unimos fé e política, não como opostos, mas como aliados na construção de um Espírito Santo mais justo e fraterno”, refletiu. O deputado lembrou que a Casa promove o desenvolvimento econômico aliado ao social, citando como exemplo a destinação de mais de R$ 17 milhões de recursos da Ales para a Defesa Civil atuar nas fortes chuvas de Mimoso do Sul, um ano atrás.

Marcelo salientou a função da igreja, além de instituições públicas e privadas, na mudança de um cenário sombrio vivenciado há pouco mais de 20 anos. “A Igreja Católica nos liderou, promovendo encontros e mostrando para todos que nós precisávamos dar as mãos e virar uma página escura do Espírito Santo, da política ruim que nós vivíamos para poder chegar ao tempo de hoje”.

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Casa Comum

O arcebispo metropolitano de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, discorreu sobre a preocupação da Igreja com o meio ambiente e o planeta Terra. “Minha palavra nessa sessão solene é reforçar esta temática e, sobretudo, o compromisso que temos com a questão do cuidado com o meio ambiente, a casa comum, nessa relação com a fraternidade e a paz”, frisou.

“Sabemos que, na agressão e destruição do planeta, estamos destruindo a mesma vida humana e a mesma humanidade. Sem o planeta, sem essa casa comum não haverá vida”, completou o arcebispo.

Dom Ângelo defendeu a urgência de uma mudança nos modos de vida e a necessidade do auxílio das instâncias públicas com iniciativas que fomentem a sustentabilidade. Além da sociedade civil, ele citou o papel do Legislativo para criar “mecanismos de um processo educativo”, com impacto também nas novas gerações.

O bispo de Colatina, dom Lauro Barbosa, presidente do Regional Leste 3 da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), lembrou que o meio ambiente já foi tema outras vezes da Campanha da Fraternidade, que está em sua 61ª edição.

“O ser humano, portanto, é posto neste mundo que Deus definiu como ‘muito bom’ como cuidador. No segundo relato da criação nós somos colocados num jardim para sermos cuidadores do jardim. Então, a Igreja vem chamando atenção para essa temática da ecologia há algum tempo. A primeira campanha nesse sentido foi de 1979, ‘Preserve o que é de todos’”, exemplificou.

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O vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) ressaltou a preocupação do governo com a temática e elencou ações para minimizar a crise climática. Ferraço adiantou que em poucas semanas será lançado um fundo para financiar a transição energética no Espírito Santo para matrizes renováveis com o dinheiro vindo dos royalties do petróleo.

Em vídeo veiculado, a mensagem do papa Francisco lembrou que a campanha se alinha a duas cartas publicadas por ele: Laudato Si, de 2015, e Laudato Deum, de 2024. Esses documentos alertam sobre a necessidade da mudança de relação dos humanos com o meio ambiente. Francisco lembrou do lema da Campanha: “Deus viu que tudo era muito bom” (Gêneses 1,31).

Participaram da solene o deputado Coronel Weliton (PRD); o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Domingos Taufner; a promotora do Ministério Público Estadual Nicia Sampaio; a defensora pública Mariana Sobral; e os vereadores da capital Aylton Dadalto (Republicanos), Pedro Trés (PSB) e Ana Paula Rocha (Psol).

O coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória, padre Cláudio Alves Moreira; e o membro da Comissão da Promoção da Dignidade Humana, Giovani Lívio, representando os leigos, também marcaram presença no evento realizado no Plenário Dirceu Cardoso.

Fonte: POLÍTICA ES

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