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Justiça aprova projeto para revogar 22 leis consideradas ineficazes

Foto: Paula Ferreira

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“São leis que não se justifica mais a sua existência e que somente servem como entulho legal”. Assim o deputado Lucas Polese (PL) resumiu sua proposta para revogar 22 normas legais em vigor no Espírito Santo. Prevista no Projeto de Lei (PL) 428/2024, a medida foi aprovada na reunião desta terça-feira (28) da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa (Ales).

A revogação dessas leis, segundo Polese, visa à proteção dos empreendedores capixabas, principalmente de pequeno e médio porte. “Enquanto luta para sobreviver no mercado cada vez mais competitivo, tem de cumprir uma série de exigências legais e burocráticas do Poder Público”, diz o deputado na justificativa do projeto.

Fotos da reunião

“Na prática, muitas dessas leis se mostram ineficazes, sequer são cumpridas, erigidas de leis antigas ou formuladas por mero populismo. É o que se pretende fazer cessar com esta proposição. Seguindo a inovação legislativa trazida pela Lei Estadual nº 12.054/24, de minha autoria, e que trouxe enormes benefícios ao setor produtivo, é que estou propondo revogação de outras leis que ainda estão em vigor no nosso ordenamento jurídico”, sustenta o autor do projeto.

O deputado João Coser (PT) votou contra o projeto por considerar que a iniciativa revoga muitas leis, algumas das quais poderiam ser mantidas. Diante disso, Polese já projeta que sua proposta não terá “vida fácil”quando chegar ao plenário.

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Segundo ele, todas as vezes em que são propostas revogações de leis consideradas obsoletas “existe grande polêmica no plenário, principalmente com parlamentares que são apegados a leis que eles mesmo propuseram”.

Um dos exemplos citados pelo deputado é a exigência de placas, dentro e fora de estádios, com dizeres incentivadores da paz no futebol. “Não é papel do empreendedor dar publicidade às políticas públicas, esse dever é do Estado. O empresário deve cumprir a lei, focar no seu negócio, gerar emprego e renda”, acentuou.

Direitos das mulheres

A comissão ainda aprovou projetos que tratam de medidas para proteção à mulher, a maior parte de iniciativa da deputada Iriny Lopes (PT).

Um deles (PL 81/26) dispõe sobre procedimentos e diretrizes para a prevenção e o enfrentamento de violência institucional contra mulheres, no âmbito do Estado do Espírito Santo.

Outra proposta (PL 82/2026) trata de medidas de prevenção, proteção e assistência às mulheres usuárias do transporte intermunicipal rodoviário de passageiros.

A parlamentar do PT ainda teve aprovado o PL 83/26, para o mapeamento, organização e divulgação dos dados sobre os impactos da crise climática na vida das mulheres, no âmbito do Estado do Espírito Santo.

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Presidente do colegiado, o deputado Dary Pagung (PSB) elogiou a participação dos parlamentares na reunião. “Num ano em que todos já estão pensando nas eleições, os membros de nossa comissão demonstram compromisso com a produtividade e o bom andamento das proposições”, disse.

Análise conclusiva

O colegiado ainda avaliou projetos de caráter terminativo, os quais não precisam passar pelo plenário, exceto se houver recurso.

Estão entre as propostas dessa natureza medidas que instituem datas comemorativas, declaram utilidade pública para entidades com função social e reconhecimento de cidades como capitais estaduais em algo em que se destacam, como Santa Maria de Jetibá, declarada capital estadual de danças folclóricas.

Por outro lado, alguns projetos foram considerados inconstitucionais, sendo relatados pelos deputados Mazinho dos Anjos (MDB) e Lucas Polese. Um deles, de autoria do deputado Coronel Weliton (DC), pretendia vedar a cobrança de tarifa mínima de consumo e práticas similares no serviço público essencial de abastecimento de água no Espírito Santo.

Um dos argumentos contrários foi do próprio presidente do colegiado,Dary Pagung, enfatizando a existência de agências reguladoras no Estado.

Fonte: POLÍTICA ES

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