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Jornada Lilás da Ales conclama sociedade a agir contra violência de gênero

Deputada Iriny Lopes ladeada pela defensora pública Fernanda Prugner (esquerda) e por Célia Tavares / Foto: Heloísa Mendonça Ribeiro

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“Não basta condenar a violência, é preciso agir, denunciar casos e cobrar que o Judiciário e a Defensoria Pública cumpram seus papéis na defesa das mulheres em situação de vulnerabilidade”. Com esse convite à sociedade, a procuradora especial da Mulher e deputada estadual Iriny Lopes (PT) fez a abertura oficial da “Jornada Agosto Lilás” da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), na tarde desta quinta-feira (21).

A iniciativa marca e promove o mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher no Estado e foi realizada na área externa da Ales. O evento reuniu autoridades e especialistas no tema com o objetivo de informar e mobilizar a sociedade.

Confira mais fotos da Jornada Agosto Lilás

Para a deputada Iriny Lopes, embora a violência contra a mulher seja amplamente discutida na mídia e em debates sociais, ainda persiste a falta de mudança de comportamento diante desse cenário.

“Precisamos de delegacias especializadas que funcionem de fato. O sistema de delegacia mista não resolve o problema da violência contra a mulher. É necessário lutar por mais recursos orçamentários para sustentar políticas públicas que protejam as mulheres antes e depois da violência”, afirmou Iriny.

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Durante o evento, um varal com 46 peças de roupas manchadas de vermelho foi exposto na escadaria da Ales, representando simbolicamente as mulheres assassinadas no Espírito Santo em 2025 – 19 delas vítimas de feminicídio. A intervenção buscou provocar impacto visual e sensibilizar o público.

Ao refletir sobre a instalação, Iriny Lopes questionou as consequências da impunidade: “Essas mulheres não vão voltar, então exigimos punição exemplar. O feminicídio é uma realidade lamentavelmente crescente, seja contra uma mulher de 70 anos ou uma menina de 7 anos”, declarou.

A supervisora da Procuradoria Especial da Mulher, Célia Tavares, acrescentou que o Agosto Lilás é uma campanha importante para a reflexão, mas considerou a importância de ações cotidianas para o enfrentamento à violência contra a mulher.

A coordenadora de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres da Defensoria Pública, Fernanda Prugner, também participou da abertura e falou sobre o formulário on-line de requerimento de medidas protetivas, disponível para mulheres em situação de risco.

“Estamos aqui como parte de uma rede de atendimento e enfrentamento à violência. Essa ação não se faz de forma isolada: envolve Judiciário, Legislativo e Executivo. É fundamental que essa rede atue de forma efetiva e que existam políticas públicas estruturantes para as mulheres”, destacou.

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Programação

Apesar de a abertura oficial do evento ter ocorrido no início da tarde, a programação da Jornada Agosto Lilás começou logo cedo, com vasta programação envolvendo apresentações culturais, instalação artística, orientações jurídicas por meio de atendimento da Defensoria Pública e da Procuradoria Especial da Mulher.

A iniciativa foi realizada pela Ales, por meio da Procuradoria da Mulher, em parceria com a Presidência da Casa, a Comissão de Cultura e Comunicação Social e a Defensoria Pública do Estado (DPES).

Agosto Lilás

A campanha “Agosto Lilás” é realizada anualmente e tem como intuito a conscientização e o enfrentamento à violência contra as mulheres. O mês faz referência à sanção da Lei Maria da Penha (Lei Federal 11.340/2006), assinada no dia 7 de agosto. A campanha pretende sensibilizar e informar a população sobre situações de violência e os canais disponíveis para denúncias.

Fonte: POLÍTICA ES

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