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Guaçuí tem ações em prol do meio ambiente

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Indicado pelo deputado Coronel Weliton (PTB) para participar da Tribuna Popular desta quarta-feira (6), o secretário de Meio Ambiente de Guaçuí, no Caparaó, Roberto Martins, falou sobre ações de preservação estimuladas pela pasta no município. É o caso da “Mostra de Vídeos Curtas Ambiental”, que envolve alunos das escolas públicas e particulares. O “Oscar do Meio Ambiente” premia os melhores trabalhos acerca de temas para serem explorados em vídeo na Semana do Meio Ambiente. 

Fotos da Tribuna Popular e da sessão ordinária

Martins apresentou também o projeto de reciclagem adotado em Guaçuí, que contempla de 8% a 10% (acima de média nacional) dos resíduos produzidos pela cidade de 31 mil habitantes. Além do impacto positivo para o meio ambiente, ele contou que a medida diminuiu o volume de lixo destinado para o aterro em Cachoeiro de Itapemirim. O gasto anual com transporte dos resíduos passou de R$ 1 milhão para R$ 500 mil. Os recursos excedentes são injetados no comércio. 

De acordo com o convidado, em 2023, até o mês de outubro foram recicladas 355 toneladas de vidro, metal, plástico, material eletrônico e até óleo de cozinha usado (transformado em biodiesel). O trabalho é feito pela associação de catadores, totalizando 16 famílias, que recebem auxílio financeiro da administração municipal. Coronel Weliton cobrou do governo do Estado investimento para equipar essas associações municipais e lembrou que a atividade gera também emprego e renda. 

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Outro projeto mencionado foi o “Troca Sustentável”, que tem relação com a reciclagem: o cidadão troca 20 latinhas de alumínio ou 2 litros de óleo de cozinha usado por uma muda de espécie nativa da Mata Atlântica, geralmente um ipê. Um total de seis mil mudas foi distribuída neste ano. Para o secretário, a medida “não só incentiva a questão da reciclagem, como também o aumento da cobertura vegetal”, afirmou. 

Violência sexual

A médica Chiara Musso de Ribeiro de Oliveira Souza abordou o atendimento prestado pelo Programa de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual (Pavivis). Segundo destacou, o setor de saúde deve ser lembrado quando desses tipos de ocorrência, já que cerca de 50% das mulheres acometidas não procuram assistência e prevenção de doenças e gestações indesejadas.

De acordo com a médica, a violência sexual pode trazer danos físicos e sequelas emocionais quase que irreparáveis. “Nem sempre a violência sexual é clara. Nem sempre a vítima entende que sofreu violência sexual. Nem sempre o agressor entende que cometeu violência sexual”, frisou. “Uma sociedade que normaliza a sexualização precoce de crianças não enxerga a violência sexual”, completou. 

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Ela citou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, segundo o qual 61,4% dos crimes sexuais envolvem criança com até 13 anos. Ela relatou ainda a subnotificação de casos de mulheres adultas, que não prestam queixa e não procuram assistência à saúde por vergonha e medo. “Não é raro a vítima ser cupabilizada”, pontuou. A convidada cobrou atenção para que a violência sexual não seja normalizada. 

Projeto de extensão da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o Pavivis funciona no Hospital das Clínicas, em Maruípe, Vitória. Conta com equipe multidisciplinar que, conforme Chiara, ajuda a reconstruir a autoestima das vítimas. Profissionais do programa receberam homenagem da deputada Janete de Sá (PSB). O projeto funciona há 25 anos e já atendeu mais de 4 mil pessoas.

Fonte: POLÍTICA ES

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