Você sabe como identificar um acidente vascular cerebral, mais conhecido como AVC? Quando não detectado rapidamente, essa emergência médica pode causar graves sequelas ou até a morte. Porém, a maioria da população não tem conhecimento acerca dos sinais e sintomas, o que faz com que o atendimento seja feito tardiamente.
Para tentar reverter esse quadro, o deputado Dr. Bruno Resende (União) propôs o Projeto de Lei (PL) 61/2025. A medida estabelece a colocação de avisos ou de placas informativas, sobre como identificar um AVC, em locais públicos de grande circulação de pessoas em todo o Espírito Santo.
Os locais seriam estações e terminais de transporte coletivo; escolas e instituições públicas de ensino; hospitais e clínicas de saúde; e edifícios públicos e órgãos governamentais.
O parlamentar afirma que a instalação de placas informativas é uma ação simples, de baixo custo e com grande impacto na saúde pública. “Educar a população sobre os sinais da doença e a necessidade de atendimento imediato pode salvar muitas vidas e reduzir sequelas, contribuindo para uma sociedade mais informada e preparada para agir em emergências”, justifica.
A matéria já tramita na Assembleia Legislativa (Ales) e será analisada pelas comissões de Justiça, de Saúde e de Finanças, antes de ser votada em plenário.
AVC
Segundo o texto assinado pelo deputado, o acidente vascular cerebral é resultado da obstrução ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro, é considerado uma das principais causas de morte, incapacitação e internação em todo o mundo. Os homens são mais acometidos.
O AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral. Embora corresponda a 15% dos casos, é o que mais causa morte quando comparado ao AVC isquêmico. Este acontece quando há obstrução de um vaso, o que impede a passagem de oxigênio para células cerebrais. O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% dos registros.
Sinais e sintomas
Conforme o Ministério da Saúde (MS), é preciso ficar atento a sinais importantes que ajudam a identificar um AVC:
– Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;
– Confusão mental;
– Alteração da fala ou compreensão;
– Alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
– Alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar;
– Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.
Escala Samu
Para perceber se outra pessoa está tendo um AVC, o deputado sugere que seja aplicada a escala Samu, sigla do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência:
– Sorriso (S): “Peça para a pessoa dar um sorriso. Se a boca dela entortar, pode ser sinal de AVC”;
– Abraço (A): “Peça para a pessoa te dar um abraço ou levantar os braços como se fosse abraçar. Se ela tiver dificuldade de levantar um dos braços ou um deles cair após ter sido levantado, pode ser sinal de AVC”;
– Mensagem (M): “Peça para a pessoa repetir uma frase ou mensagem. Se ela não compreender ou não conseguir repetir, pode ser sinal de AVC”;
– Urgente (U): “Se identificar um ou mais desses sinais, sempre ligue para o Samu 192”.
Como evitar
De acordo com o parlamentar, vários fatores de risco contribuem para o AVC, sendo que alguns não podem ser mudados, a exemplo da idade, raça, sexo, além da constituição genética. Mas outros dependem do comportamento pessoal, como, entre outros, não fumar, não beber álcool e não usar drogas; manter alimentação saudável e peso ideal, praticar atividades físicas, controlar a pressão arterial e a glicose.
Confira a tramitação do projeto
Fonte: POLÍTICA ES








































