O deputado Engenheiro José Esmeraldo (PDT) fez um pronunciamento pedindo que o governo do Estado construa uma universidade estadual no terreno que hoje abriga o Pavilhão de Carapina, Serra. A fala do parlamentar ocorreu na sessão extraordinária da Assembleia Legislativa (Ales) dessa segunda-feira (4).
Segundo o pedetista, informações veiculadas na imprensa capixaba apontam que após o leilão do espaço fracassar, o Executivo estadual decidiu construir um centro de convenções no local e depois fazer uma concessão para a iniciativa privada. O valor estimado para as obras varia de R$ 80 a R$ 100 milhões. O centro teria uma estrutura de 30 mil metros quadrados, modular e totalmente climatizada.
Esmeraldo destacou que o Estado possui diversos centros de convenções, sendo desnecessária a construção de mais um. Ele ressaltou que a área em Carapina é plana e bem localizada, podendo receber a estrutura de uma universidade estadual. “Duvido que consigamos uma área mais propícia do que essa. Milhares de alunos poderiam ter sua universidade estadual. O Espírito Santo é o único da região Sudeste que não tem universidade estadual”, frisou.
Para o parlamentar, o governador Renato Casagrande (PSB) iria “entrar para a história” se acatasse a sugestão dele. “O que vai gastar com o centro, com a manutenção, com ar-condicionado… A universidade seria uma unanimidade. (…) Milhares de estudantes que não têm condições de pagar uma universidade particular poderiam estudar lá”, afirmou.
Ao final de seu discurso, o deputado salientou que a construção da universidade seria uma medida de visão “política e técnica”, voltada para o futuro do Espírito Santo. “Precisamos colocar os filhos dos mais pobres (na universidade). Muitos não têm formação superior porque não tem como pagar uma universidade particular e nem todo mundo consegue entrar na federal”, concluiu.
Peritos
Três parlamentares pediram atenção para o Projeto de Lei Complementar (PLC) 57/2023, do Executivo, que está tramitando na Casa e desvincula a Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) da Polícia Civil (PCES). Devem integrar a Polícia Científica os Institutos de Criminalística, Identificação, Laboratórios de Análises Forenses e Médico-Legal.
Camila Valadão (Psol) parabenizou os peritos pelo dia deles (comemorado neste dia 4) e disse que a pauta é importante para a Comissão de Direitos Humanos, presidida por ela. “A autonomia é fundamental para a construção da verdade da forma idônea e imparcial. Vários documentos dos Direitos Humanos falam da autonomia da perícia”, comentou.
No mesmo sentido foi a fala de Iriny Lopes (PT). A petista reforçou que todos os militantes dos Direitos Humanos lutam pela autonomia e independência da perícia criminal. “A perícia garante julgamentos com justiça baseada na ciência. Dá a certeza para os familiares das vítimas que obterão a justiça e a certeza que ninguém será condenado por erro”, destacou.
Por fim, Janete de Sá (PSB) pontuou a importância da perícia, explicando que o laudo pericial revela a verdade dos fatos a partir da cena do crime. Ela falou que o projeto encaminhado pelo Executivo estava sem a correção da tabela salarial e que é preciso resolver essa questão. “É inadmissível a perícia criminal ter o pior salário do país. São profissionais altamente importantes para elucidação dos crimes e para a justiça ser feita”, mencionou.
Fonte: POLÍTICA ES




































