Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Denúncia da Assembleia envolvendo DPVAT tem desdobramentos

Danilo Bahiense falou sobre atuação da Assembleia para apurar denúncias envolvendo boletins de DPVAT / Foto: Lucas S. Costa

publicidade

Na primeira sessão ordinária do ano, nesta terça-feira (3), o deputado Delegado Danilo Bahiense (PL) ocupou a tribuna para afirmar o andamento da apuração sobre denúncia de fraude em Boletins Unificados (BUs) no âmbito da Polícia Civil, envolvendo acidentes de trânsito e o seguro DPVAT. A denúncia foi apresentada pelo parlamentar no final de 2025.

Bahiense explicou que a denúncia já é objeto de investigação tanto da Comissão de Segurança e de Combate ao Crime Organizado como também da corregedoria da Polícia Civil. “Apontando para a existência de um esquema possivelmente milionário de fraude, que aconteceu sobretudo nos anos de 2020 a 2025, envolvendo oficiais investigadores da PCES”.

Fotos da sessão

O presidente da Comissão de Segurança lamentou que, apesar da positiva reação da Corregedoria da PCES – ao afastar servidor e realizar buscas e apreensões em domicílios e empresas que operam com pagamento do seguro –, o colegiado ainda não recebeu resposta da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) sobre ofício enviado em novembro de 2025.

Conforme a atualização do parlamentar, os servidores teriam validado boletins com fatos ocorridos em diversos municípios, mas lavrados com base na inserção de dados e notícias falsas, gerando prejuízo ao erário. “Necessitamos de cooperação e investigação de diversos órgãos”, defendeu Bahiense. O intuito maior passaria por individualizar condutas, punir responsáveis, garantir segurança e confiança da população nas instituições de segurança.

“As verificações que estão sendo feitas apontam para existência de um tentáculo muito maior, envolvendo empresas de assessoria, de recebimento de seguros, captadores e clínicas médicas, além de uma série de policiais”, explicou.

Bahiense citou ainda que até vereadores já estão sob investigação por participarem da “captação” de pessoas acidentadas que faziam jus ao benefício do seguro DPVAT, “os quais recebiam um percentual de 15% do valor que deveria ser pago a cada uma das vítimas”. Por fim, o orador defendeu auditoria no sistema de Boletins Unificados para “fechar a porta” das fraudes. “Um servidor em determinado município validou ocorrências em todo o estado, inclusive com informações falsas”, exemplificou.

Leia Também:  Comissão de Saúde define próximas agendas

Cão Orelha

Quem também usou o microfone para falar de um crime de comoção nacional foi a deputada Janete de Sá (PSB), que repercutiu o caso do cão comunitário Orelha, brutalmente espancado em praia de Florianópolis (SC). Para a parlamentar, é preciso a sociedade olhar para essa situação como exemplo para refletir limites aos menores e jovens. Quatro adolescentes estão na condição de suspeitos.

“Qual juventude estamos preparando para nos suceder? Porque quem comete uma violência contra um ser inofensivo, que não trazia nenhum risco para aquela comunidade que convivia com ele, certamente esse experimento que fez lá vai repercutir dentro de casa, com um colega, com um familiar, com uma parceira”, refletiu.

Janete defendeu punição severa, sem risco de afrouxamento no caso por possível influência econômica ou social das famílias na capital catarinense.

Carnaval

A festa do Carnaval deve movimentar R$ 230 milhões no Espírito Santo em 2026. O dado, da Federação do Comércio, foi destacado pela deputada Camila Valadão (Psol). “Para além desta importante manifestação cultural, do direito de brincar, de dançar o carnaval, estamos falando de algo que é fundamental para nossa economia, pois gera emprego e gera renda”.

Ainda sobre a maior festa popular do país, Camila questionou a gestão municipal da capital sobre o tema. Para a parlamentar, haveria em Vitória falta de incentivo aos blocos e escolas, além da intenção de privatização do evento.

Instalação dos trabalhos

Leia Também:  Legislativo chega aos 190 anos com nova marca

Na abertura da sessão desta terça o presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), agradeceu ao Plenário pela destacada sessão solene de instalação de trabalhos. O presidente lembrou que 2026 é um ano “importante para todos nós, ano final de uma legislatura”, e a partir de tal fato cabe “responsabilidade de todos, integrantes da classe política e da população, de qual será a nova composição da Assembleia, da Câmara, do Senado, do governo do Estado e do governo federal”.

Para Marcelo Santos, a sessão demonstrou o respeito e o protagonismo que a Casa retomou. Na sequência, o deputado Denninho Silva (União) também ressaltou o “patamar” da solenidade, com todos os Poderes e diversas representações. “Mostra o grau da Assembleia, respeitada e reconhecida não somente no ES, mas em todo o Brasil”. Opinião reforçada por Danilo Bahiense.

Ordem do Dia

Na pauta da Ordem do Dia não existiam projetos a serem analisados pelos parlamentares. Havia apenas 14 itens que estavam em discussão especial em 1ª sessão e que foram encaminhados para 2ª sessão.

Já no Expediente para simples despacho foram lidos quatro vetos totais do Executivo a projetos de lei (PLs) de iniciativa parlamentar: As propostas vetadas são os PLs 793/2023, de Gandini (PSD); 146/2025, de Zé Preto (sem partido); 224/2025, de Lucas Polese (PL); e 762/2025, de Fábio Duarte (Rede). Em breve, esses vetos entrarão na pauta para serem avaliados pelos deputados.

Também deram entrada 48 novas proposições. Destaque para os PLs 900 e 901, que tratam, respectivamente, da criação do Programa Estadual de Atendimento Integrado às Vítimas de Bullying e Cyberbullying; e da Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Bullying e ao Cyberbullying. Ambas as propostas são de autoria do deputado Denninho Silva.

Fonte: POLÍTICA ES

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade