O deputado Engenheiro José Esmeraldo (União) foi à tribuna durante a sessão desta terça-feira (5) abordar a demanda de cidadãos com fibromialgia no município de Ecoporanga, mais precisamente no distrito de Joaçuba.
Segundo o parlamentar, a comunidade tem cobrado atenção e respeito com aqueles que têm “uma doença crônica, incurável, profundamente incapacitante e dor que não aparece em exame simples”.
“O que mais me preocupa é que além de enfrentarem essa doença, essas pessoas enfrentam falhas graves no sistema de saúde”, afirmou. Esmeraldo relatou falta de retorno de consultas, “represamento” de exames importantes, além da falta de medicamentos nas farmácias públicas.
“Condição que exige atenção especial, tratamento contínuo e políticas públicas efetivas, mas na prática o que vemos é o contrário: abandono, demora e sofrimento”, criticou.
O deputado lembrou ainda que já existe legislação federal garantindo cuidado integral para esse público, além de leis estaduais convergindo políticas públicas e direitos aos pacientes com fibromialgia.
Juventude
Outra política pública levada ao microfone foi a para a juventude capixaba. Em discurso, a deputada Camila Valadão (Psol) afirmou que haveria angústia na juventude capixaba sobre a manutenção ou não dos Centros de Referência das Juventudes (CRJs) estaduais.
Camila resgatou a importância das gerações que protagonizaram a construção das políticas de juventude. “Todas as políticas públicas compõem uma agenda de luta de várias gerações de jovens aqui neste país. E os centros, aqui no Espírito Santo, também são resultados desta luta política”.
A deputada afirmou que as 14 unidades capixabas fazem do ES uma referência nacional, “na vanguarda”. Somente em 2025 atenderam 115 mil jovens, em “equipamentos potentes e relevantes”, em territórios vulneráveis, sendo os CRJs parte das ações do Estado Presente (principal programa de segurança pública estadual).
Mas a preocupação da parlamentar é quanto à possibilidade de encerramentos de contratos ao longo de 2026 – alguns em maio e outros em setembro e outubro. “Não há ainda informações públicas e transparentes por parte do governo sobre a continuidade ou não desses equipamentos nos territórios”, disse.
Fonte: POLÍTICA ES







































