Por conta da passagem do Dia Internacional da Educação, celebrado anualmente em 28 de abril, a deputada Camila Valadão (PSol) teceu comentários sobre o levantamento da situação atual da educação no ES, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do ES (TCE-ES). O pronunciamento ocorreu nesta terça-feira (28), na sessão ordinária da Assembleia Legislativa (Ales), no Plenário Dirceu Cardoso.
A deputada considerou que a educação pública no estado teve importantes avanços nos últimos anos, principalmente em suas estruturas. Entretanto, avaliou que o exercício da profissão de educador enfrenta deficiências e desafios fundamentais em todos os níveis.
“A educação pública e esta data servem para a gente refletir e cobrar avanços, seja do ponto de vista dos investimentos, seja por melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam na educação”, pontuou Camila.
Relatório do TCE
O relatório do TCE, encaminhado aos poderes públicos em março, aponta que 70% dos profissionais que atuam na rede pública no ES são trabalhadores temporários. Essa situação se estende para os municípios, onde 49% também são contratados.
Para Camila, esse quadro de precarização interfere diretamente na qualidade do ensino em todos os níveis de ensino. Além disso, dos 78 municípios capixabas, apenas 38 cumprem a norma federal do piso nacional dos professores.
Outro aspecto da educação que precisa urgentemente de intervenção, segundo a deputada, é a educação especial, que necessita de profissionais adequados para evitar a evasão escolar também neste segmento.
O deputado Coronel Welinton (DC) também pediu atenção da Secretaria Estadual de Educação (Sedu) e da Comissão de Educação da Ales para a questão do ensino e atendimento aos alunos especiais. Solicitou providências do governo no cadastramento junto ao Ministério da Educação (MEC) de tais crianças para evitar o não atendimento de tais alunos por falta de dados oficiais.
Problema conjuntural
Em sua fala, Camila Valadão também abordou o que chamou de “problema conjuntural”, que tem a ver mais com a ideologia política. De acordo com seu pronunciamento, trata-se da violência, perseguição e acusação que os professores têm sofrido por sua atuação em sala de aula. Os profissionais são tratados como inimigos, de acordo com a deputada.
Esse cenário, disse a deputada, tem provocado o aumento do adoecimento dos professores, que em situação histórica, já sofrem da síndrome de Burnout – depressão causada pelo esgotamento profissional – e que na atual conjuntura têm sofrido acusações cotidianas de desvio de seus objetivos pedagógicos, na ótica política do conservadorismo.
Fonte: POLÍTICA ES








































