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Arranjos Produtivos fará lançamento oficial da fase de crédito de carbono

Além de assistência técnica e entrega de mudas e insumos, projeto abre novas possibilidades no campo / Foto: Divulgação/Presidência

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Uma reunião marcada para Conceição do Castelo na quarta-feira (25), no Parque de Exposições Sanfonão, a partir das 8h30, abrirá oficialmente o mercado de crédito de carbono viabilizado pelo Projeto Arranjos Produtivos da Assembleia Legislativa (Ales). O encontro deve atrair o interesse de aproximadamente 230 agricultores de base familiar da Região Sul.

Segundo o coordenador do programa na região, Douglas Gasparetto, produtores da sede, além de Castelo, Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins, Brejetuba, Iúna e Muniz Freire terão acesso às informações contratuais, incluindo regras de comercialização do crédito e valores a serem pagos. Os interessados já poderão inclusive apresentar uma carta de intenção.

O evento oficial em Conceição do Castelo, que terá a participação do presidente Marcelo Santos (União), também marca o momento de assinatura dos documentos, assim como será feito em Anchieta, na segunda (23), e Jerônimo Monteiro, na terça (24), contemplando agricultores locais.

O contrato, segundo Gasparetto, traz em si todas as cláusulas de comercialização – o que é, onde será vendido, quem é a certificadora responsável – quais são as responsabilidades dos agricultores e do Centro de Informação e Assessoria Técnica (Ciaat), que atuará como um corretor para a venda dos créditos no mercado.

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Créditos de carbono

Espécie de “moeda ambiental”, usada para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, os créditos de carbono são gerados a partir de projetos que, comprovadamente, capturam ou evitam a emissão de gases causadores do efeito estufa.

“Isso é vendido como bolsa de valores”, compara ele, ao citar empresas, países e entidades como interessados. Em relação ao preço de venda, explica que trata-se de uma quantia variável. Mas é possível saber quanto cada propriedade familiar pode gerar de crédito com base nas culturas nela presentes. Para isso, é utilizada ajuda de um software. “Esse cálculo vai ser apresentado lá”, revela.


“Nós agricultores, que vamos assinar o contrato, vamos vender a intenção da comercialização do crédito de carbono”, explica Gasparetto. Mas há restrições: “não posso ter queimada, tem que ser agricultor familiar, tem que ter todas as documentações da propriedade, inclusive o CAR (Cadastro Ambiental Rural)”, completa.

“Eu tenho lá citrus, uva, palmito, mata, café, maracujá, cacau, maçã. Cada atividade é nomenclada com um valor x de crédito. Vou te dar um exemplo. O citrus vai me dar três toneladas por hectare, a mata vai me dar um hectare. Juntei dez toneladas. Semana passada estava U$ 80 a tonelada. Então estou falando em U$ 800 na minha propriedade”.

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Depois da conversão monetária e feitos os descontos dos impostos e encargos, afirma a referência técnica, o produtor retém líquidos 45% da quantia, depositada uma vez por ano. A duração contratual é de 40 anos e a remuneração, uma vez estando apto o contrato, começa a ter efeito em dois meses.

“Vai ser um reforço de renda”, defende Gasparetto ao se referir ao agricultor. “É uma bonificação pelo trabalho que ele está fazendo, a comercialização do crédito de carbono. Então vai ser uma renda a mais dentro da família pelos bons tratos que ele vem executando dentro da propriedade”.

Fonte: POLÍTICA ES

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