A presença de pessoas que se passam por crianças ou adolescentes para aliciar menores com a finalidade de cometer abusos sexuais é um risco real nos jogos on-line. Trata-se de uma ameaça que exige atuação conjunta da sociedade e das instituições na proteção de quem é mais vulnerável.
O risco pode começar com uma conversa aparentemente inocente. Criminosos criam perfis falsos, estabelecem vínculos emocionais, oferecem presentes virtuais, solicitam fotos ou vídeos e, posteriormente, tentam migrar a conversa para aplicativos privados.
Após conquistar a confiança da vítima, o agressor pode iniciar ameaças e chantagens, configurando crimes como aliciamento, exploração e abuso sexual.
Famílias e responsáveis devem ficar atentos a sinais de alerta enquanto a criança ou adolescente utiliza jogos on-line, tais como:
– esconder a tela quando alguém se aproxima;
– apresentar isolamento excessivo;
– receber vantagens ou presentes virtuais sem justificativa clara;
– demonstrar medo, ansiedade ou irritação após interações na internet.
Responsáveis e educadores devem manter diálogo constante sobre segurança digital, acompanhar as atividades on-line, ativar ferramentas de controle parental e orientar crianças e adolescentes a nunca compartilhar fotos, vídeos ou dados pessoais com desconhecidos.
Desde o ano passado, está em vigor a Lei nº 15.211/2025, conhecida como “ECA Digital”, que reforça a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual. A norma estabelece obrigações para aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e demais serviços digitais, como a adoção de mecanismos confiáveis de verificação de idade, disponibilização de ferramentas de supervisão familiar, remoção célere de conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil e regras específicas para o tratamento de dados e publicidade direcionada a menores.
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAIJ), do Núcleo de Proteção aos Direitos da Juventude (NEJU) e das Promotorias de Justiça, seguirá atuando na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, promovendo iniciativas que fortaleçam a proteção integral em todos os ambientes, inclusive no digital.
Canais para denúncia e busca de ajuda:
– Ouvidoria do MPES: telefone 127, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, além de atendimento pelo link disponível no site institucional.
– Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAIJ): telefones (27) 3194-4726 e (27) 3194-4727, e e-mail [email protected].
Confira mais no Instagram do MPES.
Fonte: MINISTÉRIO PÚBLICO ES










































